Com camisetas personalizadas, cuja a estampa trazia a frase "Soltar pipas com cerol pode cortar vidas, não use, não incentive. Denuncie", motoristas e motociclistas participaram, na manhã deste domingo (16), de uma carreata organizada em Bauru por Rosângela Aparecida Hashimoto da Silva.
Ela é viúva de Francis Vieira da Silva, que morreu aos 45 anos, em 2 de abril deste ano, após ter o pescoço ferido com uma linha de pipa, quando trafegava de moto pela Rodovia Marechal Rondon, na altura do Jardim Gasparini.
Com o objetivo de alertar a população e evitar outras ocorrências da mesma natureza, ela, familiares e amigos se concentraram na quadra 8 da rua Aviador Marquês de Pinedo, no Jardim Europa, e seguiram até a Praça da Paz, onde fizeram uma oração.
Durante a ação denominada "Diga Não ao Cerol", Rosângela reiterou sua preocupação em salvar vidas. Na oportunidade, destacou que o uso do cerol em linhas de pipas passou a ser proibido no Estado de São Paulo com a aprovação da Lei 17.201/2019. Com base nela, pede mais fiscalização na cidade.
O lema ‘Salvar vidas’ levou ao ato o casal Ivone e Vlamir Iegas, familiares de Francis, cujos pais, Jorge e Cleusa Silva, também estiveram presentes. “A diversão não pode ser fatalidade”, lamentou Jorge, ao ressaltar a importância do uso, por parte de motociclistas, de antena de proteção contra linhas de papagaio.
Concorda com ele o policial militar Sergio Batista, que acompanhou a carreata em uma viatura da corporação e citou a importância do trabalho de conscientização e prevenção.
Por conta desta iniciativa e da repercussão do caso, inclusive, o repórter fotográfico e motociclista há 45 anos Pedro Romualdo, 67, adotou a proteção. Um amigo dele também foi ferido recentemente. “Pode ser uma arma mortal”, finalizou ao referir-se ao cerol.