DDM 24H

Lei que prevê DDMs 24 horas já é contemplada em Bauru, diz Deinter-4

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Samantha Ciuffa/JC Imagens
Delegado Ricardo Luiz de Paula Martines, diretor do Deinter-4, em Bauru
Delegado Ricardo Luiz de Paula Martines, diretor do Deinter-4, em Bauru

Recentemente sancionada pelo Governo Federal, a lei que determina atendimento ininterrupto de Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) em todo o território nacional já é contemplada em Bauru, afirma o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4 (Deinter-4), delegado Ricardo Luiz de Paula Martines. Ele ressalta que, desde março do ano passado, a cidade conta com o projeto "DDM 24 horas", que oferece um espaço de acolhimento especializado a vítimas de violência fora do horário de expediente da DDM, inclusive aos finais de semana e feriados.

A nova legislação federal determina que, nos municípios onde não houver DDM, a delegacia existente deverá priorizar o atendimento da mulher vítima, sendo este feito preferencialmente por policiais do sexo feminino e em sala reservada.

Neste contexto, o diretor do Deinter-4 entende que, por conta da implementação do projeto "DDM 24 horas", a nova lei está sendo cumprida em Bauru, onde funciona a chamada "Sala Lilás". "É um local equipado com computador e câmeras, para que a vítima, se assim preferir, seja atendida por videoconferência por policiais do sexo feminino, quando a queixa for registrada fora do horário de expediente da DDM, de segunda a sexta-feira, ou seja, das 20h às 8h, e aos fins de semana e feriados", detalha.

Conforme o JC já noticiou, o espaço conta com uma área para crianças, caso a mulher esteja acompanhada dos filhos. O município tem duas destas salas. Uma instalada no Plantão Policial, na quadra 5 da rua Azarias Leite, no Centro, ao lado da própria DDM. A outra fica no prédio da Central de Polícia Judiciária (CPJ), na quadra 23 da avenida Rodrigues Alves, no Alto Higienópolis. As outras seccionais submetidas ao Deinter-4 também possuem a DDM 24 horas, enfatiza Martines.

"A lei é muito bem-vinda e é considerada um avanço no combate à violência contra a mulher. No entanto, se tiver que ser aplicada em sua plenitude, talvez com o funcionamento presencial das DDMs locais por 24 horas, precisaremos de um reforço humano, porque atualmente não temos policiais suficientes para operar dessa forma", conclui o diretor do Deinter-4.

Espaço visa garantir atendimento exclusivo às vítimas de violência doméstica (crédito: Polícia Civil/Divulgação )
Espaço visa garantir atendimento exclusivo às vítimas de violência doméstica (crédito: Polícia Civil/Divulgação )

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