AÇÃO PENAL

Treinador de um centro de hipismo vira réu por supostos abusos sexuais

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Getty Images/iStockphoto
Denúncia foi por importunação sexual e estupro de vulnerável
Denúncia foi por importunação sexual e estupro de vulnerável

Pirajuí - A Justiça recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) e tornou réu treinador de centro de hipismo em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) suspeito de praticar atos libidinosos contra pelo menos quatro adolescentes na ápoca, todas alunas, após aulas de tambor. Com isso, A.R.P. passa a responder criminalmente em ação penal por importunação sexual e estupro de vulnerável. O processo tramita em segredo de Justiça.

Conforme divulgado pelo JC em março de 2022, quando as denúncias vieram à tona, três adolescentes, entre 14 e 17 anos, acusaram o treinador, de 46 anos, de agarrá-las e acariciá-las à força após as aulas de tambor. Os fatos teriam ocorrido entre 2017 e 2022 e começaram quando duas das meninas tinham menos de 14 anos. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e descobriu que havia uma nova vítima, hoje com 19 anos.

Em comum, as adolescentes relataram que o treinador aproveitava momentos em que estava sozinho com elas para acariciá-las, inclusive nas regiões íntimas, apertar seus braços, beijá-las, abraçá-las, e até mordê-las, na orelha e no pescoço. Segundo os autos, ele também se utilizaria da posição de professor e, por meio de falas persuasivas, tentava convencer as vítimas a ceder às suas investidas, prometendo dar a elas o que elas quisessem.

Ao final das investigações policiais, o suspeito foi indiciado pelos crimes de importunação sexual em relação a três adolescentes e de estupro de vulnerável em relação a uma delas e a uma quarta vítima. A Promotoria de Justiça ofereceu denúncia contra ele à Justiça e, nesta quarta-feira (12), a denúncia foi recebida e o treinador tornou-se réu em ação penal. A Justiça deu prazo de dez dias para que a defesa apresente sua defesa por escrito.

O advogado do suspeito, Luis Gustavo de Britto, nega todas as acusações. Na ocasião em que os fatos começaram a ser investigados, ele disse que provaria a inocência de seu cliente. "Esta defesa gostaria de reafirmar o nosso compromisso com a verdade, com todo o respeito às supostas vitimas e familiares, se colocando à disposição, tanto esta defesa quanto o investigado, para qualquer esclarecimento e colaboração com as investigações policiais", declarou.

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