VIADUTOS

Governo assina contratos e prevê revitalizar três viadutos do centro

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Marcele Tonelli/JC Imagens
Viaduto João Simonetti, no final da rua 13 de Maio, tem alça interditada há quase dois anos
Viaduto João Simonetti, no final da rua 13 de Maio, tem alça interditada há quase dois anos

Três contratos assinados pela Prefeitura de Bauru nos últimos dias são o pontapé inicial para promover eventuais reparos e reformas necessárias nos três principais viadutos do centro do município: João Simonetti (rua 13 de Maio), Juscelino Kubistchek (rua Azarias Leite) e Antônio Eufrásio de Toledo (no final da avenida Duque de Caxias).

As negociações já foram formalizadas, segundo o secretário interino de Obras, Etelvino "Téo" Zacarias Martins. Havia uma dúvida inicial sobre se o governo faria uma única licitação para os três viadutos ou se firmaria contratos separados a cada um deles. Prevaleceu a última opção.

A empresa "Econômica Engenharia e Obras Ltda" venceu todas as licitações e será responsável pela análise das três obras. Segundo a administração, os contratos preveem a elaboração de estudos e projetos básico e executivo para a recuperação dos viadutos.

Apenas depois da conclusão deste primeiro trabalho é que serão identificadas as reformas a serem feitas em cada local.

Somados, os contratos custarão R$ 932.101,38 e terão duração de nove meses. O mais oneroso é o do João Simonetti, calculado em R$ 376.838,64. Na sequência vem a negociação do viaduto Antônio Eufrásio de Toledo (R$ 308.672,51), seguido pelo JK (R$ 246.590,23).

Os serviços no viaduto João Simonetti, para além de mais onerosos, serão também os mais difíceis, segundo avalia a prefeitura. Há quase dois anos, afinal, uma alça de acesso da estrutura à avenida Nuno de Assis está interditada.

O governo até tentou abrir uma licitação em 2021 para avaliar a revitalização do viaduto, mas os planos fracassaram na época. O mesmo ocorreu em abril do ano passado, quando outra licitação terminou deserta. Desde então, o trânsito naquele acesso segue impedido.

Segundo Téo Zacarias, secretário interino de Obras, a expectativa é que, depois de finalizados os estudos e os projetos para os três viadutos, o governo abra uma nova licitação para pôr em prática o que está no papel.

A cobrança sobre os viadutos não é de hoje. O Ministério Público (MP) tem pressionado a prefeitura desde 2019, quando um deles desabou na capital paulista, São Paulo. A formalização dos contratos, na prática, é parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a administração firmou com a promotoria.

Nenhum deles apresentava risco evidente de desabamento. Mas laudos apontaram para a necessidade de análises mais profundas sobre a situação de cada um deles, além de reparos. O valor de quase R$ 1 milhão na somatória dos três contratos, aliás, é a mesma cifra estimada pelo governo no ano passado.

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