GREVE

Segundo dia de greve tem passeata e ato em frente à prefeitura e continua hoje

Por Bruno Freitas e André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Bruno Freitas
Chrystian Herrera Said, servidor da Saúde há 4 anos, participou vestido de Jesus
Chrystian Herrera Said, servidor da Saúde há 4 anos, participou vestido de Jesus

Após uma passeata, servidores públicos de Bauru realizaram, na manhã desta quarta-feira (5), de um ato em frente ao Palácio das Cerejeiras, sede da Prefeitura Municipal, em mobilização que marcou o segundo dia de greve da categoria, que reivindica 12% de reajuste salarial - o dobro do que foi oferecido pela prefeita Suéllen Rosim (PSD), 6%.

O movimento continua nesta quinta-feira (6) na praça Rui Barbosa, no Centro de Bauru, a partir das 9h. Após a concentração dos servidores, está prevista uma caminhada no calçadão da rua Batista de Carvalho .

A ideia dos trabalhadores, segundo o sindicato, é chamar atenção da população. No ato realizado ontem, por exemplo, um deles estava caracterizado com as vestes e cabelo de Jesus Cristo.

Anteontem (4), a categoria rejeitou em definitivo a contraproposta enviada pela prefeitura e manteve, por tempo indeterminado, a greve iniciada na terça-feira (4). Cerca de 500 pessoas aderiram ao movimento no primeiro dia.

Em nota divulgada ontem, o Sinserm calculou que 650 funcionários públicos participaram do movimento. A prefeitura, por sua vez, diz ter contabilizado 556 servidores em greve.

No que foi lido como uma tentativa de desmobilizar os grevistas, a administração decretou ponto facultativo no expediente desta quinta-feira (6). Para o Sinserm, a medida é um "tiro no pé" e, na prática, favorece o servidor. "Ao invés de tirar o trabalhador das manifestações, ele terá um dia a menos para repor", afirmou o sindicato ao JC.

Ainda de acordo com a instituição, cabe à Justiça definir um percentual mínimo de servidores trabalhando nos setores essenciais do município, já que os funcionários são estatutários e não celetistas. Neste caso, a administração deve ingressar com uma ação para mediar o conflito.

Segundo a administração, o setor mais afetado até o momento foi a Educação, uma das categorias cujos servidores aderiram de forma significativa à greve. Já a Saúde, diz a prefeitura, não teve nenhum serviço interrompido.

Como noticiou o JC ontem, houve escolas estaduais que tiveram de contornar a falta de merendeiras - contratadas através de convênio entre o Estado e o município - e forneceram frutas e cereais aos alunos.

PREFEITA FALA

A prefeita Suéllen se manifestou publicamente sobre a greve no final da tarde de ontem. Pelas redes sociais, a mandatária disse que "as manifestações dos servidores de Bauru são válidas e merecem respeito. No entanto, é importante destacar que nossa gestão tem valorizado o servidor de diversas maneiras".

Ela elencou em seguida alguns dos benefícios concedidos à categoria em sua gestão, entre os quais o aumento do vale alimentação - que subiu de R$ 500,00 para R$ 1.060,00.

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