PARALISAÇÃO

Servidores rejeitam proposta da prefeitura, em assembleia no 1.º dia de greve

Por Bruno Freitas | da Redação
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Bruno Freitas
Em assembleia, paralisação foi deliberada, na manhã desta terça-feira (1)
Em assembleia, paralisação foi deliberada, na manhã desta terça-feira (1)

Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (4), servidores públicos de Bauru rejeitaram em definitivo a contraproposta enviada pela prefeitura e mantiveram, por tempo indeterminado, a greve iniciada hoje. A deliberação ocorreu em frente ao prédio do Sinserm, sindicato da categoria, situado na quadra 14 da rua Saint Martin, no Centro de Bauru.

A prefeita Suéllen Rosim (PSD) propôs 6% de reajuste acima da inflação, mas os servidores reivindicam ao menos 12% de incremento na folha. Ainda não há estimativa de adesão ao movimento, mas até por volta das 9h, quase 500 trabalhadores tinham assinado o livro do Sinserm.

 “Foi decidido por unanimidade continuar com a greve. (A chefe do Executivo) nunca teve um diálogo aberto com todo mundo. Olho no olho, cadê?”, questiona Mariza Priolo, servidora da Saúde e diretora do sindicato. Ela e outros funcionários públicos, nesta manhã, acompanharão a reunião pública realizada na Câmara para tratar dos cinco projetos de lei encaminhados à Casa, que preveem a reestruturação da Emdurb.

Por conta da paralisação, inclusive, algumas escolas usaram as redes sociais para informar sobre as aulas suspensas, como é o caso da Emeii Valéria Dalva de Agostinho. Mas o impacto da greve chega a algumas unidades estaduais, como é o caso da Iracema de Castro Amarante. Como as merendeiras são cedidas pelo município e aderiram ao movimento, os alunos estão sem refeição, explica Andersom Aparecido Pinheiro, pai de uma criança de 11 anos matriculada na instituição.

"É uma escola integral. Como vão ficar nove horas só na fruta e no cereal?", pergunta. Ele destaca ainda que, justamente nesta semana, por conta de uma avaliação estadual, os estudantes receberam a orientação para não faltar.

REAJUSTE

A greve por tempo indeterminado vem na esteira da paralisação realizada na quinta-feira da semana passada (30), que pediu à mandatária que encaminhasse uma contraproposta documental até a manhã de sexta-feira (31), o que não aconteceu - segundo o sindicato, houve uma negociação verbal e o governo permaneceu irredutível.

Em entrevista coletiva no auditório do Palácio das Cerejeiras, ainda na quinta-feira, dia da paralisação, a prefeita Suéllen foi clara ao dizer que não há espaço para mais negociações.

"Para mim seria ótimo poder anunciar 12% de reajuste. Politicamente é muito bom. Mas precisamos olhar para as contas públicas também", destacou a mandatária.

Ela reiterou ainda a necessidade de se ouvir a Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Funprev), medida que o sindicato tem criticado sobretudo porque no ano passado, quando da concessão de pouco mais de 10% de reajuste, a instituição não foi oficialmente consultada.

"Independentemente de se consultar ou não a Funprev, as discussões internas sobre o impacto orçamentário existem. No ano passado o cenário era outro, vínhamos de uma pandemia e pudemos conceder os 10% de reajuste", disse Suéllen.

Mariza Priolo, servidora da Saúde e Diretora do Sinserm (foto: Bruno Freitas)
Mariza Priolo, servidora da Saúde e Diretora do Sinserm (foto: Bruno Freitas)

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