Vocês que encontraram comigo e disseram que se acharam no "É com você?", mas que eu havia me esquecido de várias coisas, aqui vai o "É com você?- II".
Você também ia tomar canja às cinco da manhã, quando terminava o carnaval no clube, ou preferia ia comer um bauru ou um sanduíche de pernil no Skinão, com o Zé da Lalai de chapeiro? Por falar em sanduíche, você ainda sente o gosto do lanche do Frutal Lima, acompanhado de um belo suco?
E do café no Juca Pato, você lembra? Frequentou o bar Moonlight, no térreo do Automóvel Clube? Chegou a comprar castanhas ou frios na mercearia "A Predileta", que era do Foguinho? Foi tentar pegar assinatura dos jogadores de futebol dos grandes clubes de São Paulo quando eles vinham jogar em Bauru e se hospedavam no Hotel Alvorada ou no Hotel Cidade de Bauru? Você jantou alguma vez no Caniati, na rua Primeiro de Agosto, ou preferia comer no Fuentes, que do meio do quarteirão mudou para a esquina?
Nessa mesma quadra tinha o bilhar do Neca, você disputou alguma partida lá ou preferiu jogar no bilhar do Mateus, ali pertinho? Por falar em ali pertinho, atravessou a rua e foi tomar um chopp no Bar Cristal, dos Irmãos Padilha? Comeu churrasco no "Meu Cantinho", onde o nome era escrito com corda e a cobertura era de sapé? Teve frieira alguma vez, nos vãos dos dedos do pé, que doíam até sangrar e só se curava com remedinho feito à base de iodo pelo Julinho da farmácia São Paulo? E quando a frieira era na virilha, o remédio tinha que ser passado na frente do ventilador, lembra? Comprou algum eletrodoméstico na loja "Emmes no Lar"? Tenho quase certeza que você não era íntimo o suficiente para ir tomar um aperitivo no barzinho do Martinzão, lá no Martins Machado, não é mesmo? Assistiu corrida de lambreta na Rodrigues Alves? Desfilou pelo Instituto ou pelo Guedes no 7 de Setembro?
Ainda lembra do "Lacerdinha", obrigando o cortar todas as árvores de fícus benjamim de Bauru? Mudando de assunto e falando de coisa triste, acompanhou algum enterro a pé, subindo a 1 de Agosto em direção ao Cemitério da Saudade, com os amigos se revezando para levarem o caixão na mão? Ô dureza, não? É, os tempos são outros. Vou parando por aqui, já sabendo que alguns de vocês vão tornar a dizer que tornei a me esquecer disso ou daquilo, mas isso é assim mesmo, meu chapa.