Para evitar o encaminhamento de uma reforma da previdência municipal e contornar o déficit que hoje enfrenta a Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Efetivos de Bauru (Funprev), a prefeita Suéllen Rosim (PSD) pretende pedir autorização à Câmara Municipal para dobrar a contribuição patronal paga pelos órgãos do município.
A informação foi revelada pela própria mandatária na entrevista coletiva concedida ontem (30) no Palácio das Cerejeiras, sede da Prefeitura de Bauru.
Se hoje os entes da administração direta e indireta pagam 14% de alíquota patronal, a proposta da mandatária é elevar o índice a 28%. A medida não onera o servidor, mas dobra o impacto da contribuição no orçamento da administração.
Segundo Suéllen, a proposta já vinha sendo estudada em reuniões no Palácio das Cerejeiras e de fato é uma alternativa a uma eventual reforma previdenciária, termo que enfrenta resistência na Câmara e na própria categoria toda vez que é citado.
A fundação enfrenta hoje uma crise que, segundo declarou ao JC seu presidente, David Françoso, pode virar uma bola de neve. A instituição precisa resgatar R$ 6 milhões mensais para cobrir o déficit na previdência, medida que reduz também os ganhos da Funprev com relação à sua carteira de investimentos.