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29 de março de 2023

OPINIÃO

OPINIÃO

A vida é um eterno aniversário

A vida é um eterno aniversário

Por Alan Azevedo Nogueira | 11/03/2023 | Tempo de leitura: 3 min

Por Alan Azevedo Nogueira


11/03/2023 - Tempo de leitura: 3 min

Tal como ocorre no dia de nosso aniversário, ao longo da vida, somos agraciados, diariamente, com presentes de outras pessoas. No entanto, diferentemente do que ocorre no dia da celebração de nosso nascimento, no dia a dia, alguns presentes são embrulhados em papel reluzente, possuem laços chamativos e cheiro, positivamente, marcante, ao passo que outros são embrulhados em um saco de lixo e contém mau odor. Isso é típico das complexas relações interpessoais que nos envolvem, seja em família, na sociedade e até mesmo no trabalho.

Há tempos atrás, discutindo sobre o assunto com o sempre brilhante José Luís Cremonesi, tomei conhecimento da história de um grande samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar o zen budismo aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Esse conto recebeu o nome de "Presente de insultos" e a versão que se segue foi apresentada pelo escritor Paulo Coelho em uma de suas famosas colunas jornalísticas: "(...) Certa tarde, um guerreiro - conhecido por sua total falta de escrúpulos - apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato de que o mestre aceitara tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: "Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?"

"Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?", perguntou o samurai. "A quem tentou entregá-lo", respondeu um dos discípulos. "O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos", disse o mestre.

"Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo". (...)" Assim como o velho mestre na batalha retratada acima, devemos aceitar somente aqueles presentes diários que nos fazem bem, que enchem a nossa autoestima e que nos fazem seguir a nossa, difícil caminhada, com mais alegria. Os outros "presentes" recheados de inveja, raiva, frustração e insultos devem ser deixados com o seu portador.

Para assim proceder, no dia a dia, devemos lembrar de nossas qualidades, cuidar da saúde mental e, se for o caso, contar com a ajuda de um profissional que nos auxiliará a lidar com o " jovem guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos" ou como se diz nos dias atuais, com o troll. Acredite em você!

Tal como ocorre no dia de nosso aniversário, ao longo da vida, somos agraciados, diariamente, com presentes de outras pessoas. No entanto, diferentemente do que ocorre no dia da celebração de nosso nascimento, no dia a dia, alguns presentes são embrulhados em papel reluzente, possuem laços chamativos e cheiro, positivamente, marcante, ao passo que outros são embrulhados em um saco de lixo e contém mau odor. Isso é típico das complexas relações interpessoais que nos envolvem, seja em família, na sociedade e até mesmo no trabalho.

Há tempos atrás, discutindo sobre o assunto com o sempre brilhante José Luís Cremonesi, tomei conhecimento da história de um grande samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar o zen budismo aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Esse conto recebeu o nome de "Presente de insultos" e a versão que se segue foi apresentada pelo escritor Paulo Coelho em uma de suas famosas colunas jornalísticas: "(...) Certa tarde, um guerreiro - conhecido por sua total falta de escrúpulos - apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato de que o mestre aceitara tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: "Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?"

"Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?", perguntou o samurai. "A quem tentou entregá-lo", respondeu um dos discípulos. "O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos", disse o mestre.

"Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo". (...)" Assim como o velho mestre na batalha retratada acima, devemos aceitar somente aqueles presentes diários que nos fazem bem, que enchem a nossa autoestima e que nos fazem seguir a nossa, difícil caminhada, com mais alegria. Os outros "presentes" recheados de inveja, raiva, frustração e insultos devem ser deixados com o seu portador.

Para assim proceder, no dia a dia, devemos lembrar de nossas qualidades, cuidar da saúde mental e, se for o caso, contar com a ajuda de um profissional que nos auxiliará a lidar com o " jovem guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos" ou como se diz nos dias atuais, com o troll. Acredite em você!

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