OPINIÃO

Desoneração meia sola

Por Paulo Panossian |
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No apagar das luzes o governo, com as indigeríveis brigas petistas, anuncia o fim da desoneração mais para meia sola dos combustíveis gasolina e etanol que outra coisa. Em que mal começa o governo, membros do partido que não estão preocupados com a deterioração das contas públicas, tentam fritar o ministro da fazenda, Fernando Haddad, hoje bem aceito pelo mercado.

Porém, somente foi possível anunciar essa desoneração com um misto de interferência, diga-se, nociva na Petrobras, já que um dia antes seu presidente, o eleito senador pelo PT Jean Paul Prates, anunciou também uma redução no preço dos combustíveis.

Nas bombas se prevê que o preço da gasolina deve subir R$ 0,34, com a mistura de etanol alta, de R$ 0,25. E para arrecadar os mais que necessários R$ 28,9 bilhões em impostos, foi embutida uma jabuticaba como o aumento por quatro meses de impostos sobre a exportação de petróleo, em que se prevê arrecadar R$ 6 bilhões.

Para nosso espanto, a porta-bandeira da escalada de críticas e fritura de Haddad é ninguém menos do que a própria presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann.

Ou seja, tarefa para psiquiatra...

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