A prefeita Suéllen Rosim (PSD) promoveu uma nova dança das cadeiras no quadro de seu secretariado. Gislaine Magrini, agora ex-secretária de Desenvolvimento Econômico, será a nova titular da pasta de Meio Ambiente (Semma). As mudanças foram anunciadas nesta sexta-feira (24).
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedecon) passará a ser comandada por Flávia de Souza, que presidiu o Departamento de Água e Esgoto (DAE) no início do governo. As duas assumem as novas funções a partir de segunda-feira (27).
Na Emdurb, Levi Momesso, até então secretário do Meio Ambiente, será o diretor de Limpeza Pública, função que já exerceu no começo da atual administração. Fabiano Serpa deixa a diretoria agora ocupada por Momesso e assume a direção do Departamento de Uso e Ocupação de Solo da Secretaria de Planejamento (Seplan).
As mudanças selam uma reforma do primeiro escalão, que teve ainda as entradas de Alexandre Zwicker na Secretaria de Esportes e Lazer (Semel) e de Leandro Joaquim no DAE após a saída do engenheiro Marcos Saraiva. Nos próximos dias, afirma a prefeitura, também será anunciado um novo secretário de Obras.
Ainda nesta sexta-feira, alguns servidores da Secretaria de Desenvolvimento Econômico pediram explicações do governo sobre quais seriam exatamente as consequências da mudança.
Tanto a prefeita Suéllen como seu chefe de gabinete, Rafael Lima, conversaram com o grupo de servidores — composto por cerca de seis pessoas — e explicaram que não haverá mudanças nos projetos ainda em curso.
A nova reforma administrativa, porém, surpreendeu muita gente. Esta, afinal, é a segunda mudança no alto escalão que Suéllen promove em quatro meses. E veio após uma conversa que Suéllen teve nesta semana ara aproximar partidos "independentes" da administração.
Havia uma movimentação, por exemplo, para indicar o vereador Guilherme Berriel (MDB), que é engenheiro mecânico, para a presidência do DAE. A saída do emedebista abriria caminho para que Renato Purini, primeiro suplente, assumisse a vaga do parlamentar na Câmara Municipal.
Purini entraria na base governista e, segundo apurou o JC, atuaria na articulação política de Suéllen na Casa. A mudança repentina, no entanto, incomodou aqueles que articulavam o acordo, que reclamaram da decisão unilateral - e sem aviso prévio.