AGRESSÃO

Mulher agredida até desmaiar por companheiro presta depoimento em Bauru

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Civil/Divulgação
Caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru
Caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru

A Polícia Civil de Bauru, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), ouviu, nesta quarta-feira (23), a mulher de 44 anos que foi agredida até desmaiar pelo companheiro, de 38 anos, no Jardim Solange. Ela está internada no Hospital de Base (HB) sem previsão de alta médica, e deverá ser submetida a cirurgia por conta das fraturas no rosto e crânio. Já o homem está preso preventivamente em presídio na região de Bauru.

Conforme o JC noticiou, a tentativa de feminicídio foi registrada na última segunda-feira (23), por volta das 23h30, na travessa José da Silva Ramos Filho, em via pública. Segundo o boletim de ocorrência (BO), após ser agredida, a mulher foi socorrida inconsciente e em estado grave. Já o homem foi encontrado em uma rua próxima com um corte no lábio inferior. Ele confessou o crime e foi preso em flagrante, mas alegou que os ataques "foram recíprocos".

DEPOIMENTO

Depois de ser atendida inicialmente no Pronto-Socorro Central (PSC) e transferida para o HB, a vítima recuperou a consciência. Ontem, ela prestou depoimento à delegada Luciana Claro Rodrigues, da DDM, responsável pelo caso.

Segundo a delegada, durante a oitiva, a mulher disse que, apesar de não se lembrar de detalhes dos fatos, não saberia apontar possíveis motivações para as agressões, já que, segundo ela, eles não costumavam brigar.

"Ela contou que eles estavam morando juntos há cerca de uma semana e, na data, tinham saído de casa cedo para vender balas. Em certo momento, quando eles já estavam bêbados e alterados, passando por um beco, ele falou para ela: 'você duvida que eu pego esse tijolo e jogo na sua cara?'. Ela respondeu: 'você nem é louco'. Mas, quando ela percebeu, já se encontrava no hospital", detalha Rodrigues.

A mulher também relatou que soube que o companheiro só parou com as tijoladas por ter pensado que ela já estava morta. Agora, a vítima será submetida à cirurgia por conta dos ferimentos e não tem previsão de alta médica. O caso continua sendo investigado pela DDM.

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