PARCERIA

Unesp de Botucatu e Bauru e ITE fazem pesquisa para ajudar deficientes visuais

Por | da Redação
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IBB/Unesp de Botucatu
Material em 3D é adaptado aos estímulos táteis e auditivos, atribuindo ênfase em quatro temas sobre as serpentes
Material em 3D é adaptado aos estímulos táteis e auditivos, atribuindo ênfase em quatro temas sobre as serpentes

A Unesp Botucatu, Unesp Bauru e Instituição Toledo de Ensino (ITE) se uniram para o desenvolvimento de pesquisa que busca propiciar a deficientes visuais capacidade de distinguir as principais características das serpentes. A pesquisa trata sobre a impressão de modelos em 3D e seu emprego na produção de material pedagógico, transformando um modelo virtual em um projeto real.

A responsável pela pesquisa é a mestranda Lívia Cristina Ambrósio, discente do Programa de Pós-graduação em Animais Selvagens da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp de Botucatu, que desenvolve seu projeto com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A orientação é da professora Lígia Mota, do Departamento de Ciências Químicas e Biológicas do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu (IBB), em parceria com o Laboratório de Ergonomia e Interfaces da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp de Bauru (FAAC), e com o Laboratório de Inovação da Instituição Toledo de Ensino (ITE), unidade de Botucatu.

"A partir de um procedimento que sobrepõe finas camadas de um termoplástico de origem vegetal, criamos esse material em 3D, que é adaptado aos estímulos táteis e auditivos, atribuindo ênfase em quatro temas sobre as serpentes: locomoção, escamas, formato das cabeças, crânios e caudas", explica a mestranda.

Para a orientadora Lígia Mota, o projeto se encaixa naquilo que é sugerido pela universidade e, ainda, empodera pessoas com deficiência visual.

"Este trabalho articula com os três pilares da Universidade - ensino, pesquisa e extensão - envolvendo profissionais e alunos das mais diferentes áreas do saber, porém todos com uma única missão: proporcionar às pessoas com deficiência visual protagonismo, notabilidade e empoderamento na questão sobre ensino e aprendizagem nesta temática", citou a docente. A equipe da pesquisa é composta, ainda, pelo co-orientador e docente da FAAC, Luís Carlos Paschoarelli, pelo doutorando em Animais Selvagens da FMVZ, Luiz Gustavo Bicas, e também pelo aluno do curso de Design da FAAC, Mauro Inácio Alves Júnior.

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