Jaú - Após assembleia realizada no final da madrugada desta quarta-feira (15), servidores da coleta de lixo em Jaú (47 quilômetros de Bauru) decidiram decretar "estado de greve" alegando perseguição e condições inadequadas de trabalho. A partir do dia 20, haverá redução de equipes e veículos responsáveis pelo serviço nas ruas. À tarde, a Prefeitura foi notificada oficialmente sobre a decisão da categoria.
No documento protocolado no Executivo, o Sindicato dos Funcionários da Prefeitura, Autarquias e Empresas Municipais de Jaú (Sinfunpaem) informa que a decretação do estado de greve foi aprovada pela maioria dos servidores que coletam resíduos domésticos e industriais. A paralisação, por prazo indeterminado, terá início na segunda-feira (20), quando apenas 60% das equipes farão coleta de lixo na cidade.
Entre as justificativas apresentadas para a decisão, estão, segundo o documento, a falta de manutenção adequada de equipamentos de proteção individual (EPIs), como uniformes, luvas, sapatos, bonés e óculos; falta de transporte para locomoção dos coletores de um trecho a outro; falta de manutenção dos veículos; e perseguições e assédios, com ameaças de transferências e de terceirização do serviço.
Os coletores também pedem à Prefeitura que reconsidere a transferência de um colega de trabalho para outro setor, como suposta punição por um posicionamento dele que teria desagradado a administração; reclamam de suposta ingerência de secretários de outras pastas na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia); e pleiteiam revisão de uma gratificação especial criada por uma lei de 2019.
Em nota, a Semeia informou que ainda não havia sido notificada oficialmente sobre o estado de greve e que soube da decisão pelas redes sociais. "Cabe aqui ressaltar, também, que informações sobre a falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) não procedem, pois, desde o final do ano passado, servidores receberam equipamentos como luvas, calçados, óculos de proteção e protetor solar", diz.
"É importante salientar também que o estoque do almoxarifado do Departamento de Segurança do Trabalho está abastecido. A Prefeitura considera que o posicionamento do presidente do Sinfunpaem, Edenilson de Almeida, pode acarretar prejuízos à saúde e ordem pública, além de danos ao meio ambiente". A reportagem voltou a acionar a administração no fim da tarde e a nota inicialmente enviada foi mantida.