Temos que aplaudir ações efetivas no combate à prática ilegal dos garimpos que ocorrem em terras indígenas. Notícias como as que apontam que equipes do Ibama, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Força Nacional de Segurança Pública destruíram um helicóptero, um avião, um trator de esteira e estruturas que serviam de apoio logístico aos garimpeiros são preocupantes.
Tudo bem que têm que tirar de circulação, mas não poderiam doar o avião para governos estaduais ou prefeituras utilizarem no combate a incêndios; o helicóptero para resgate de cidadãos e o trator em áreas rurais e para a patrulha mecanizada?
Muitas vezes o combate extrapola a razão. O confisco de bens seria uma das alternativas para vários problemas que ocorrem, principalmente como a compra de equipamentos.
Quantas unidades do Corpo de Bombeiros ou da Polícia Rodoviária Federal necessitam de um helicóptero para um socorro emergencial; ou um avião de pequeno porte para transportar pacientes que necessitam ser levados a centros avançados e com especialistas?
Quantos produtores rurais precisam melhorar as estradas que levam à sua propriedade e escoam alimentos que saciará a fome de irmãos e ver estes sendo destruídos é ficar pensando, por quê?
Ah! Tem um advogado que entrará com ação para recuperar o bem daquele que, mesmo estando agindo de forma ilegal, mas tem o direito ao bem?
Tudo certo, faz parte do jogo. Mas tem que ter um "juiz de garantias" que permita esta cessão para o bem da coletividade.
O infrator está ilegal, cometendo crime e se enriquecendo às custas de vidas de humanas indígenas. Irmãos brasileiros ou, simplesmente seres humanos.
Por qual motivo tem que ser destruídos e não aproveitados?