BAURU

Suéllen Rosim não admite e nem nega candidatura em 2024

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Prefeita Suéllen Rosim (PSD), no programa Café com Política, afirma que as emendas impositivas fazem parte do jogo
Prefeita Suéllen Rosim (PSD), no programa Café com Política, afirma que as emendas impositivas fazem parte do jogo

"Vou deixar para o final do ano", afirma a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), sobre a decisão de disputar ou não a reeleição em 2024. Qualquer posicionamento prematuro, diz a mandatária, atrapalharia o andamento dos projetos no governo e a própria administração municipal.

As declarações de Suéllen foram proferidas durante entrevista ao programa Café com Política, uma parceria entre a 96FM e o JC, na manhã desta sexta-feira (10).

"Tenho de trabalhar para entregar [propostas]. Não dá para conciliar isso com a disputa eleitoral", apontou a prefeita durante conversa com os jornalistas João Jabbour, Kleber Santos, Ricardo Bizarra e Reinaldo Cafeo.

Ao longo da entrevista, Suéllen voltou a atacar governos anteriores, disse que pegou uma prefeitura "totalmente desestruturada e sem projetos" e que precisou recomeçar muita coisa que já estava em andamento. "Não tinha uma organização básica", criticou.

A prefeita também admitiu que seu pai, Dozimar Rosim, é o responsável por representá-la no âmbito partidário e que a mãe Lúcia traçou um caminho natural para as disputas eleitorais. Suéllen negou, no entanto, que a política seja um projeto de vida da família Rosim.

Antes de migrar para o PSD de Kassab, o pai de Suéllen presidia o PSC de Bauru numa diretoria que incluía sua irmã e seu cunhado. Lúcia Rosim, por sua vez, foi nomeada secretária parlamentar do deputado federal Gilberto Nascimento (PSC).

CENÁRIO

Apesar dos ruídos, Suéllen garantiu que seu vice, o médico Orlando Costa Dias, "tem uma atuação plena no governo".

Ela admitiu que Orlando aparece menos nos holofotes - atribuiu isso à postura discreta do vice -, mas o classificou como "alguém extremamente importante e a quem eu ouço muito".

A aparição mais evidente do médico aconteceu nos primeiros anos de governo, especialmente no período em que atuou como secretário de Saúde de Bauru.

Ainda na entrevista, Suéllen evitou criticar a Câmara - ou mesmo parte dela - e disse que as emendas impositivas, projeto aprovado pelo Legislativo na última segunda-feira (6), fazem parte do jogo.

Ela sugeriu, porém, que percebe "uma movimentação" para travar o governo e evitar que grandes projetos saiam até as eleições. A medida, segundo a prefeita, acontece em Bauru mas não é restrita à cidade. "Faz parte da política", pontuou.

"Muitas vezes a gente trabalha para construir algo e depois descobre que tem gente tentando destruir tudo", prosseguiu, sem citar nomes.

Bizarra, Cafeo, Suéllen, Kleber e Jabbour, no estúdio da 96FM
Bizarra, Cafeo, Suéllen, Kleber e Jabbour, no estúdio da 96FM

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