Embora sabendo que incontáveis leitores não concordarão comigo, com os meus pontos de vista, afirmações e justificativas, reafirmo que gostei mesmo, gostei sim, referindo-me à Super Edição do JC em seu início de nova vida, na quarta publicação.
Hoje em dia muito se fala e se cobra a reinvenção que nada mais é do que uma readequação, diga-se de passagem que não é estática mas dinâmica aos tempos atuais, a uma modernidade que sempre haverá.
E foi o que o JC fez com a publicação do jornal, condensando em uma única publicação com a sua Super Edição de sábado/domingo/segunda feira. E não é para se espantar se em um futuro não muito distante que o nosso JC, assim como outros periódicos de renome, tendo em vista sempre a necessidade da reinvenção, passe a ter edições semanais atingindo plenamente os objetivos jornalísticos.
A meu ver, convicto mesmo, o jornal escrito - e não digital - jamais deixará de existir como muitos afirmam, pois as tendências e gostos do ser humano não são e nunca serão iguais; uns gostam de um jeito, outros, de outro jeito. Felizmente. A tv e todas as outras criações de comunicação da rede social jamais acabarão com o jornal escrito. Esses meios eficientíssimos de comunicação dão os furos de reportagens e as informações bombásticas do momento mas é o jornal que traz o detalhamento, as informações e notícias regionais que não interessam àqueles meios e que são necessárias, imprescindíveis à sociedade, comunidade local e regional.
Mas, assim como o jornal e outros meios de comunicação devem se reinventar de acordo com as necessidades e realidades, do mesmo modo o leitor tem que reinventar sua postura em relação ao jornal em uma incessante readequação.
O lema é mudar sempre se necessário for, não apenas em relação ao jornal mas em tudo. Obviamente, a maneira de se ler a super edição do JC não pode ser do mesmo modo como se faz normalmente com as demais, de terça a sexta-feira, pois nestas edições o jornal será lido em poucos minutos enquanto que na naquela faremos "leituras".
Há uma considerável diferença entre "ler" e "fazer leitura" pois esta é focada, separada e mais demorada podendo ser feita em outros momentos do mesmo dia ou nos outros. As matérias são diferentes, mais explícitas de contexto maior do que o jornal diário convencional. Eu vejo a super edição como um livro-jornal, porém, mais pesada do que as outras edições, fato ao qual temos que nos adaptar, ficando em lugar nobre durante o tríduo possibilitando sua leitura nos momentos desejados e aprazíveis.
Em minha vida de leitor também dos grandes periódicos como Folha de São Paulo e Estado, sempre procedi como estou fazendo com a atual super edição ou seja, lendo os títulos do conteúdo e separando algumas matérias para posterior leitura que pode ser no mesmo dia ou nos seguintes, domingo e segunda feira.
Dos jornais citados anteriormente e mesmo do JC muitas vezes separei páginas e recortes para consultas e leituras posteriores, tempo que chegava a ser de mês ou mais tempo. Tenho ouvido muitas vezes de pessoas abalizadas a opinião de que o jornal escrito ou editado está morrendo, de que irá desaparecer e que ficará somente o digital, pela internet.
Não acredito e estou convicto mesmo de que tal fato não ocorrerá assim como não ocorreu com o rádio devido ao surgimento da televisão. Nunca o rádio esteve tão forte como atualmente. Ele permite mobilidade enquanto que a tv exige imobilidade e silêncio. Nas inúmeras vezes em que fui a estádios de futebol, vi torcedores assistindo ao jogo e ouvindo a irradiação do mesmo por um radinho portátil.
Após minhas exposições que, como afirmei no início não são concordes, não digo com a maioria, mas com muitos leitores, apresento aos Diretores do JC os meus cumprimentos pela edição pioneira da Super Edição pois entendo que vocês abriram um novo caminho.
Ressalva: depois de terminar a redação desta matéria nesta chuvosa tarde de segunda- feira, voltarei para terminar a leitura da última Super Edição.
Sim. Gostei mesmo.