Informação é o processo de relacionamento técnico-social. Ela atinge apenas um lado da mensagem, o de enviá-la ou de recebê-la. A informação, com o advento da tecnologia e da cibernética, está revolucionando o comportamento do homem, com muitas mudanças e grande influência na vida social. Ele está perdendo seu espaço e sua identidade, deixando-o empobrecido culturalmente, o que significa uma inversão de valores.
A informação tecnológica e a cibernética propiciam muito conforto e facilidade na vida do homem. Porém, quando em excesso, tem seu lado perigoso porque o escraviza, deixa-o alienado, dominado, causa-lhe sérios prejuízos culturais e educacionais. O excesso de informação tecnológica faz com que o homem, desenvolva muito pouco sua memória e o raciocínio, adquira baixo conteúdo cultural e encontra dificuldade de participar de uma conversação sadia. Atualmente, existe pouco espaço para o homem pensante, porque a máquina pensa por ele, fala por ele, canta por ele, brinca por ele, faz quase tudo por ele, tornando-se mais técnico em suas ações, com diferentes alternativas. Ficou reduzida a opção pela leitura, alega não ter tempo para folhear um bom livro. Para desenvolver cálculos orais das quatro operações matemática, por exemplo, tronou-se quase impossível.
É tudo pela calculadora. O excesso de informação tecnológica alterou a noção real da linha do tempo. Existem dois tipos de tempo. Um deles é medido pelo relógio que cumpre uma contagem universalmente padronizada, obedecendo aos fusos horários do Planisfério. Com o avanço da tecnologia apareceu o mundo da velocidade, que veio para ficar. O tempo é o formidável inimigo dos homens e das coisas. Ele é mais forte que todos os elementos congregados em fúria, mais destruidor que os cataclismos, mais vitorioso de todas as energias, mais nivelador que a própria morte.
Com ele, tudo passou a ser muito rápido. Com a mente poluída, cansada, bombardeada pela rapidez das coisas e por causa do excesso de informação tecnológica, fez ocorrer o fenômeno do estreitamento da percepção distorcida do tempo. A duração do ano parece ser muito pequena. Quando menos percebemos o ano já se foi. Antigamente, o tempo fluía lentamente, enquanto que no mundo da informação tecnológica tudo é muito rápido. Hoje produzimos muito mais com menos tempo, o que dá uma sensação de aceleração do tempo.
Daquilo que gastávamos cerca de dois anos em nossas atividades, a partir da década de 1970, principalmente, tudo é feito em questão de meses. Nesta era da aldeia global, com o celular, por exemplo, localizamos pessoas em qualquer lugar do Planeta, pagamos nossas contas, vemos TV, enviamos e-mails, WhatsApp. Contaminados por essa insuportável aceleração tecnológica, desenvolvemos mais atividades do que podemos dentro do menor espaço de tempo.
Concluímos que a rapidez do tempo na nossa geração é uma invenção do mundo consumista. William Shakespeare dizia que "o tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam e muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é uma eternidade".