DESPEDIDA

'Em Bauru, Maynara realizou seu sonho'

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo pessoal
Maynara com a irmã caçula, Giovana Marcusso de Oliveira
Maynara com a irmã caçula, Giovana Marcusso de Oliveira

O último ano de vida da designer de embalagens Maynara Marcusso de Oliveira, 27 anos, que morreu após ser atropelada por um motociclista, na última quarta-feira (1), na avenida Getúlio Vargas, foi marcado pela realização de um grande sonho. Nascida em Cerqueira César, onde morava com a família, a jovem desembarcou há cerca de 12 meses em Bauru com o desejo de se tornar uma mulher independente.

E, com coragem e determinação, conseguiu alcançar o feito. Quem conta sobre a trajetória de Maynara é sua única irmã, Giovana Marcusso de Oliveira, 22 anos, que conversou com o JC por telefone.

De acordo com ela, até então, a designer trabalhava em Avaré e retornava todos os dias para a casa dos pais, em Cerqueira César. Depois de perder o emprego, em meio à pandemia, decidiu mudar-se para Bauru, cidade que já havia conquistado seu coração em visitas que havia feito a passeio junto com a família.

"O maior sonho dela era se tornar independente. E, em Bauru, teve a vida que sonhava. Ela estava decorando o apartamento do jeito que queria, tinha um trabalho de que gostava, vivia com o namorado e o cachorro dela", descreve, revelando que a irmã tinha planos de se mudar para um imóvel maior ainda neste ano e ter mais um cão.

Segundo Giovana, Maynara era disposta a correr os riscos necessários para conquistar seus objetivos, que nunca duvidou que seriam concretizados. Para tanto, fez uma reserva financeira e se mudou para Bauru sem ter emprego. E, mesmo depois de algumas tentativas frustradas, nunca precisou de dinheiro da família.

'SORRIDENTE E OTIMISTA'

Neste meio tempo, chegou a desenvolver um quadro de ansiedade, que foi tratado. Na época, o namorado, o engenheiro civil André Bolher, 31 anos, com quem ela se relacionava há seis, também veio para a cidade. "Ela começou a viver bem. E, há cerca de três meses, trabalhava como designer de embalagens em uma empresa", relembra.

Além de corajosa, Giovana conta que Maynara era engraçada, brincalhona, educada, amorosa, bondosa e sincera. "Ela conquistava as pessoas. Era sorridente e otimista ao extremo e tinha uma luz única. Sempre dizia tudo daria certo. E, por mais que ela tenha tido esse final, não dá para dizer que não deu", conclui.

A jovem morava na região da Vila Universitária. No dia do acidente, havia caminhado pela Getúlio Vargas com seu shih-tzu, Gregório Vicente, e, em seguida, comprado ração para ele, quando ambos foram colhidos pela moto. "Ela dizia que, para onde quer que fosse, o Gregório também iria. E os dois faleceram juntos", relembra a irmã. O corpo do cão foi recolhido e encaminhado a uma clínica veterinária. A família levou o cão a Cerqueira para enterrá-lo em um sítio.

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