Metade das viaturas do Samu de Bauru voltou a rodar, após queixas em decorrência da demora excessiva no atendimento a pacientes chegarem à Câmara Municipal, ao Conselho Municipal de Saúde e ao próprio Palácio das Cerejeiras. A frota é composta por 14 veículos, sendo que sete estavam parados aguardando pequenos reparos ou procedimentos por parte da administração municipal. A situação levou funcionários a procurarem tanto o presidente do Legislativo, Júnior Rodrigues (PSD), quanto a chefe do Executivo, Suéllen Rosim (PSD), que, nesta segunda-feira (29), se reuniu com a secretária de Saúde, Alana Trabulsi, para tratar do assunto. O Conselho Municipal de Saúde também acompanhou o caso.
Inicialmente, a justificativa da prefeitura foi de que um atraso na licitação do contrato para manutenção dos veículos teria ocasionado a paralisação.
O contrato venceu sem que nova licitação fosse aberta, informou a assessoria de imprensa. Ainda assim, bastou o problema ganhar repercussão que os serviços foram acelerados e seis viaturas voltaram ao funcionamento.
Três delas que aguardavam há cerca de dois meses a liberação de documentos voltaram às ruas na última sexta-feira (27). Já nesta segunda, segundo informações, outras voltaram a funcionar após reparos nos freios.
Segundo Rose Lopes, o assunto já havia sido debatido no Conselho de Saúde, depois de vários conselheiros receberem a mesma reclamação de que 7 das 14 viaturas da frota do Samu permaneciam paradas, causando problemas à população. "Há necessidade muito grande por parte dos moradores, porque as distâncias do município são grandes, e temos várias rodovias que cortam Bauru em trechos perigosos", lamentou.
Júnior Rodrigues ponderou a justificativa dada pela prefeitura, no entanto, avalia que o problema só foi resolvido com agilidade justamente devido à repercussão. "Temos aqui uma falha administrativa: deixar uma lacuna entre o contrato que encerrou antes de licitar outro. Mas, só houve agilidade após a nossa cobrança. Se era possível resolver, sem a licitação, por que não fizeram antes?", questionou.