A Emdurb deve abrir processo seletivo ainda este mês e, assim, contratar até o final de maio ao menos parte dos 120 funcionários que necessita para suprir o déficit de mão de obra em todos os seus setores.
Apenas na coleta de lixo, são 30 trabalhadores a menos, o que tem gerado reclamação, especialmente, após a mudança no cronograma da coleta, que teria aumentado a demanda do serviço para os trabalhadores. Uma reunião entre o presidente Donizete dos Santos e os coletores foi realizada na manhã desta quarta-feira (1) para tratar da mudança e do déficit no quadro. Apesar das reclamações, Donizete assegurou que as equipes estão engajadas, tanto que o trabalho teria rendido uma quantidade maior de toneladas coletadas na comparação com janeiro do passado.
Para completar seu quadro, a Emdurb precisa de advogado, motoristas, coletores, desenhista projetista, agentes de fiscalização de trânsito (GOT), agentes de transporte, auxiliar de serviços funerários, auxiliar de TI, auxiliar de serviços de sinalização de trânsito e fiscais de transporte.
PRIORIDADE
Como não há recursos para admissão de todos ao mesmo tempo, serão priorizadas as três áreas que geram maior produção e, consequentemente, rentabilidade para a empresa, que são as mesmas áreas cuja falta de mão de obra impacta de forma direta a população. Assim, devem ser ajustados, de forma imediata, após o processo seletivo, 17 coletores, 5 agentes de fiscalização e 6 auxiliares de serviços de trânsito. "Eu preciso priorizar estas áreas, então vou contratar sim", afirmou Donizete. As demais vagas devem ser preenchidas durante o ano de 2023.
A coleta é o setor que mais tem déficit no quadro, de acordo com o presidente, devido à demora na realização de processo seletivo para cargos efetivos. O último, em 2014. Em 2020, a contratação foi apenas temporária.
"É por isso que existe este déficit alto, porque muitos pediram demissão ou se aposentaram", explicou.