1.959 anos da nossa era são passados... Tudo mudou ou nada mudou? Poucas pessoas perdem ou ganham o seu tempo rebuscando a História da Humanidade...
Os fatos tenebrosos de ontem repetem-se hoje, mudando apenas os nomes e personagens. Os Títulos de Nobreza, porém, se igualam em semelhante maldade e os homens repetem as atrocidades de outrora. - Nero (37dC -68dC), Nero Cláudio César Augusto Germânico, e, como todos sabemos, Imperador Romano (56/68dC), é considerado o idealizador do incêndio que destruiu dez das catorze circunscrições existentes em Roma.
O Livro Paulo e Estevão, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, Ed. FEB, em suas páginas 466/472, retrata a tragédia provocada pelo Imperador apoiado por seus bajuladores da maior confiança e intimidade. Eçe promoveu o atentado e autorizou a fogueira imensa; ausenta-se da cidade um dia antes, procurando refúgio e proteção em Anzio, assistindo de longe à sua originalidade satânica. Entretanto, não pudera prever, ele próprio, a extensão da espantosa calamidade. O incêndio tomando proporções indesejáveis. Arrancado à pressa dos seus prazeres criminosos, o Imperador chegou a tempo de observar o último dia de fogo. Dirigindo-se a um dos pontos mais elevados, contemplou o montão de ruínas e sentiu a gravidade da situação. Reconhecendo a irritação justa do povo, procurou falar em público esboçando profunda capacidade de dissimulação. Em dado instante, sua palavra vibrou mais patética e expressiva. Comprometia-se, solenemente, com o povo, a punir inexoravelmente os responsáveis. Procuraria os incendiários, vingaria a desgraça romana sem piedade.
Rogava, mesmo, a todos os habitantes da cidade que cooperassem denunciando os culpados. Quando a palavra imperial se tornava mais significativa, notou-se que a massa popular se agitava estranhamente. Maioria esmagadora irmanava-se, agora, num grito terrível. - Cristão às feras! Às feras! Com essa manifestação do povo, Nero encontrou a solução que procurava, ou seja, atribuir às novas vítimas a culpa das suas maquinações execrandas. A escolha do povo romano não poderia ser melhor. Sobre eles deveria cair o poder da força vingadora. Nero prometeu reprimir os abusos e castigar os culpados da catástrofe e que o incêndio seria considerado crime de lesa-majestade, para que os castigos também fossem excepcionais. Primeiras prisões realizadas.
Numerosas famílias sofreram nas mãos de algozes implacáveis. Idosos e trôpegos eram conduzidos aos cárceres improvisados sob algemas e aos empurrões. Crianças arrancadas do colo maternal entre lágrimas e apelos comovedores. Terminada a chacina, continuou a perseguição sem trégua, para que não faltasse o contingente de vítimas nos espetáculo no grande Circo Romano. Nero não desejava despertar suspeitas no espírito dos políticos mais honestos. Na verdade, pretendia depois das cinzas mortas, reedificar a cidade destruída e, sendo 'generoso' para com as suas vítimas, passaria à história do Império como administrador magnânimo dos súditos sofredores". Nero faleceu no ano de 68dC e ao que consta em alguns registros, cometeu suicídio. É o quanto basta...!- Transportando a História antiga para a História moderna, e em linhas paralelas, assistimos a repetição das mesmas maldades anteriores e posteriores ao dia 8 de janeiro de 2023. Os fatos são muito recentes para serem esquecidos. O Sinédrio romano ganhou em nosso país seu semelhante nos quadros do Legislativo brasileiro, em especial membros do Senado homologando e acatando decisões tirânicas partidas de Tribunais Superiores nos julgamento de questões legislativas e executivas, criminais e administrativas, ao arrepio da lei maior. O sistema político vigente não condizente com a vontade popular vai, gradativamente, lançando suas garras sobre uma sociedade, que assiste estarrecida à tomada do poder em visível subversão da ordem legal em ataques sem precedentes ao conjunto de leis em vigor no Brasil, aos direitos civis do cidadão e às liberdades públicas. Ao contrário da paz prometida, o que existe são prisões em massa sem o devido processo legal, ameaças destinadas a todo e qualquer cidadão, censura nas redes sociais e mais todo um arsenal repressivo de multas, bloqueio de contas bancárias e intimações para depor na Polícia Federal.
Militando na advocacia há mais de quarenta anos, sinto-me jejuno em Direito acreditando ter que voltar à Faculdade para aprender o Avesso em seu novo formato onde a figura do Advogado vai sendo dispensada do seu "múnus" pelo advento dos processos sigilosos e da nova inserção que só a mídia governamental divulga como inquéritos perpétuos sem limites para conclusão, atos antidemocráticos e crimes de desinformação. O Brasil começou 2023 sob novo governo exibindo 1.500 pessoas presas numa espécie de campo de concentração em Brasília. Nero, em algum lugar do inferno, deve estar feliz por ter deixado seus fieis seguidores nas Terras de Santa Cruz.