Viés de confirmação?

Por Wellington Anselmo Martins |
| Tempo de leitura: 1 min
O autor tem mestrados em Filosofia e Comunicação (Unesp), especializações em História e Psicanálise (Unisagrado, Fameesp), graduado em Filosofia e Pedagogia (Unisagrado)

Seres humanos não são máquinas de repetição. É verdade que muitas pessoas tentam se apegar fortemente aos seus próprios preconceitos. São ignorantes e não querem aceitar as críticas e o diálogo. Porém, mesmo assim, às vezes, sem a pessoa perceber, o mundo muda e a ela própria muda também.

Por meio da educação e da democracia é possível desenvolver a pessoa para se afastar da ignorância e do preconceito. É possível habituar a pessoa com o diálogo, com as críticas, autocríticas e com o fato de que muitas transformações internas e sociais podem inclusive ajudá-la, pois ela não é perfeita e acabada. Ou seja, as mudanças são inevitáveis e, se feitas conscientemente, podem até contribuir no aperfeiçoamento da pessoa: físico, mental, cultural, político etc.

De modo especial, é possível verificar grandes transformações nas pessoas que se abrem para a mudança. Por exemplo, há conversões religiosas, mudanças de partido político, trocas de carreira, trocas de parceiro amoroso, ex-sedentários que começaram a cultivar uma vida saudável e fitness, ex-consumistas impulsivos que aprenderam o hábito de economizar etc.

Enfim, é claro que existem preconceituosos e ignorantes que, consciente ou inconscientemente, acham confortável procurar por vieses de confirmação. Porém, a vida é como uma avenida de trânsito movimentado, ela é sempre dinâmica e necessariamente conflituosa, por isso é impossível ficar estacionado no meio dela por muito tempo.

É útil, então, que aprendamos a nos mover bem para conseguir dirigir a própria vida em meio ao ir e vir de tantas outras vidas. Frear o movimento da vida (íntima ou coletiva) é sinônimo de morrer.

Comentários

Comentários