OPINIÃO

Pelé, soberano e humano

Por José Misael Ferreira do Vale |
| Tempo de leitura: 1 min

Nascido tricordiano na querida e longínqua terra das Minas Gerais, o garoto cresceu na terra branca de Bauru, cálida, quente demais. Entre pequenos, evoluiu como "dono da bola" no BAC, clube local. Olheiro de seu futebol maior abriu-lhe a fase do estadual e nacional. Santos o recebeu satisfeita com a dádiva bauruense! Diante de seu futebol rápido, com dribles e gols no fundo da rede, senhor da bola, tricampeão de ouro, soberano no ataque e potente nos arranques com a bola, sob domínio completo do espaço à frente, soube cuidar de seu físico privilegiado, chegou a jogador vigoroso. Como bom filho, condoeu-se do pai com a tristeza do 'maracanaço' diante do Uruguai de Varella!

Prometeu dar ao pai uma "copa de ouro", assim que tanto pudesse. Lembro que o lado humano se cumpriu aos 17 anos, com gols geniais. Contudo, vale lembrar que Pelé nunca desrespeitou o adversário. Jamais desviou o pensamento de jogar o futebol eficiente e eterno, de qualidade nunca vista, com dribles notáveis, corridas insuperáveis, visão completa do campo e posição correta dos companheiros notáveis. Na arte de jogar futebol, premiou a quantidade, a plateia de fãs reais, assim com a qualidade de mestre de seu sempre esplêndido futebol. Ilustre Pelé: você definiu para o mundo o padrão do futebol "association". Futebol rápido, vigoroso, inteligente, calculado, elegante. Grato, Pelé eterno!

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