BAURU

Até em sucatas e TVs de tubo, 11,2 toneladas de drogas são flagradas nas rodovias

Por Marcele Tonelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Polícia Rodoviária/Divulgação
Polícia Rodoviária ressalta que criminosos estão mais ousados e exemplifica apreensão ocorrida neste mês quando cerca de 300 quilos de drogas foram flagrados es
Polícia Rodoviária ressalta que criminosos estão mais ousados e exemplifica apreensão ocorrida neste mês quando cerca de 300 quilos de drogas foram flagrados es

Drogas escondidas em caminhões de mudança, em cargas de sucata e até dentro de televisores de tubo. Em meio a tantas estratégias cada vez mais inventivas dos criminosos, a 1.ª Companhia do 2.º Batalhão de Polícia Rodoviária do Interior (2.º BPRv) apreendeu 11,2 toneladas de entorpecentes nas estradas de Bauru e região em 2022. O balanço envolve cinco rodovias: a Marechal Rondon (SP-300), a João Baptista Cabral Rennó (SP-225), a Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), a Cezário José de Castilho (SP-321) e a Osni Mateus (SP-261).

O perímetro compreende, além de Bauru, os municípios de Agudos, Arealva, Avaí, Borebi, Cabrália Paulista, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba, Paulistânia e Piratininga.

Apesar do número considerável, as 11,2 toneladas flagradas em 2022 correspondem à metade do volume do ano anterior (veja no quadro ao lado), contudo, a corporação considera 2021 um ano fora da média, com um montante muito grande de apreensões.

"11 toneladas é muita droga e um bom número. O que tivemos em 2021 foi atípico. Sabemos que o crime não para e que muita coisa acaba passando, mas a nossa missão é retirar o máximo possível de circulação. E é o que temos feito. Demos um prejuízo grande ao tráfico de drogas neste ano que terminou. Nos últimos dias mesmo, apreendemos um caminhão de sucatas com quase 300 quilos de cocaína, avaliadas em mais de R$ 7 milhões", ressalta o capitão Gabriel Eleutério, comandante da 1.ª Companhia, citando o flagrante registrado no último dia 24, em Paulistânia.

BATEDORES

O oficial frisa que equipes da corporação têm passado por aperfeiçoamento constante, em razão da ousadia cada vez maior dos criminosos em suas estratégias e ações.

"Já nos aprimoramos com a Polícia Federal, com outras forças e até com polícias de outros Estados, porque os traficantes não param de criar métodos para tentar ludibriar as fiscalizações. E a região de Bauru é zona de passagem para carregamentos de droga de origem do Paraguai ou da Bolívia, que, muitas vezes, têm a Capital ou a Baixada Santista como destino", destaca o capitão.

Uma das táticas mais utilizadas pelo crime e que tem sido um desafio aos policiais é a dos chamados batedores. São carros de passeios usados por comparsas que seguem viagem, geralmente, a quilômetros de distância à frente dos veículos carregados com entorpecentes e que os avisam sobre fiscalizações nas pistas.

Eleutério ressalta, entretanto, que a corporação está sempre atenta aos novos métodos e exemplifica a apreensão do caminhão de sucatas com drogas como uma das ocorrências mais complexas, dado o trabalho que as equipes tiveram para descobrir a carga ilícita durante a vistoria noturna.

"Os locais em que eles escondem os entorpecentes surpreendem cada dia mais. Em outros casos, tivemos toneladas de drogas apreendidas dentro de TVs de tubo. Até caminhões de mudança têm sido utilizados", cita.

MODALIDADES

Hoje, há duas modalidades de fiscalização da Polícia Rodoviária contra o tráfico de drogas. Uma delas visa a vistoria em veículos de cargas. Já a outra foca no tráfego regional, que compreende a parada de automóveis de passeio.

A maconha ainda corresponde a aproximadamente 80% das apreensões realizadas, segundo Gabriel Eleutério. Na sequência, ainda de acordo com o comandante, estão a cocaína e o crack.

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