POLÍTICA

Suéllen processa cinco bauruenses por comentários nas redes sociais

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Joabe Guaranha/Prefeitura de Bauru
Suéllen Rosim entrou na Justiça
Suéllen Rosim entrou na Justiça

A prefeita Suéllen Rosim (PSC) voltou a acionar munícipes na Justiça por comentários em redes sociais. Na quinta-feira (12), a chefe do Executivo ajuizou ação contra cinco bauruenses que fizeram declarações consideradas ofensivas por ela em publicações no Facebook ou no Instagram.

Ela pede indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 10 mil contra cada um deles e solicita às plataformas a exclusão dos comentários. Nesta sexta (13), o juiz José Claudio Domingues Moreira proferiu decisão liminar determinando a remoção do conteúdo.

Respondem à ação os munícipes Tatiana Karnaval Calmon, Neide Leandro, Sebastião Franco Bueno, Simone Pedro Alvares e Lucas Ezias de Abreu. A reportagem entrou em contato pelas redes sociais de cada um deles na noite de quinta, mas não obteve resposta. O único a retornar foi Ezias, que preferiu não se manifestar.

Suéllen ajuizou o processo com base em uma postagem de Tatiana Calmon sobre os atos de vandalismo em Brasília, onde uma mulher de Bauru foi presa.

Tatiana publicou fotos da bauruense que viajou à Capital Nacional em frente ao ônibus utilizado pelos manifestantes e escreveu: "não está difícil de identificar alguns dos terroristas de Bauru". No mesmo 'post', de acordo com a ação, ela colocou fotografias de Suéllen e de sua mãe, Lúcia Rosim, com a munícipe presa no Distrito Federal (DF).

A prefeita afirma que a postagem de Tatiana induz as pessoas a erro ao elencar, ao mesmo tempo, imagens dos manifestantes e fotos da mandatária e de sua mãe, que não foram à Capital Federal para os atos.

"A impressão passada é de que a autora [Suéllen] e sua mãe efetivamente participaram do grupo de manifestantes que viajou a Brasília, quando, na verdade, as imagens foram captadas em outras ocasiões, absolutamente fora de qualquer contexto das citadas manifestações", aponta a defesa da chefe do Executivo, que acusa a autora da publicação de ter agido com má-fé.

Na ação, Suéllen diz também que "a estratégia de Tatiana logrou êxito" e fez com que outros munícipes - os demais réus - proferissem comentários ofensivos. Neide Leandro, por exemplo, chamou a mandatária de "crente de fachada" e escreveu "chefona de quadrilha" na foto da prefeita com a bauruense presa.

Sebastião Franco Bueno, por sua vez, atribuiu a Suéllen o adjetivo de "vassala" e sugeriu que ela está "mandando os bolsonaristas destruírem o patrimônio público em Brasília".

Já Lucas Ezias comentou em uma publicação da Secretaria de Cultura de Bauru, no Instagram, que Suéllen é "uma prefeita boa de roubar dízimo". E Simone Pedro Alvares atribuiu, em outra postagem, do Portal Metrópoles, o termo "quadrilha gospel" à mandatária.

Esta é a terceira ação ajuizada por Suéllen Rosim contra munícipes por comentários em redes sociais. Outras duas foram protocoladas no ano passado e levam em consideração publicações de bauruenses acusando a prefeita de corrupção no caso da desapropriação dos imóveis pela Secretaria de Educação. Nenhum deles tem decisão definitiva.

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