Capital Federal

Bauruense que organizou caravana a Brasília está entre os presos no DF

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Redes sociais/Reprodução
Nome de Fátima está na lista divulgada nesta terça-feira (10) pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal
Nome de Fátima está na lista divulgada nesta terça-feira (10) pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal

Uma bauruense está entre os 412 presos em flagrante nos dias 8 e 9 de janeiro, acusados de envolvimento na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília (DF). Fátima Aparecida Pleti, 61 anos, organizou uma caravana de conservadores de Bauru, que embarcaram em um ônibus na noite do último sábado (7), rumo à Capital Federal.

O nome dela consta na lista divulgada nesta terça-feira (10) pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. Ao todo, são 293 homens, que foram encaminhados ao Complexo Penitenciário da Papuda, e 119 mulheres, levadas para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Eles responderão pelo crime previsto no artigo 359-M do Código Penal, o de tentar depor governo legitimamente constituído, cuja pena prevista é de quatro a 12 anos de prisão.

Segundo o marido de Fátima, Luiz Carlos Manzano, 72 anos, a mulher conseguiu o fretamento gratuito de um ônibus e divulgou, em suas redes sociais, vagas para a viagem a Brasília, com o objetivo de reivindicar intervenção militar. Ainda de acordo com ele, que não integrou a caravana, Fátima relatou que não participou da depredação das sedes do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF), porém, entrou no prédio do Senado, quando foi detida pela polícia.


SEM CONTATO

“Ela chegou a sentar na cadeira do (senador) Jader Barbalho, chorando muito por conta das bombas de gás lacrimogêneo atiradas pelos policiais. Mas só entrou no plenário duas horas depois de toda a quebradeira. Mesmo assim, acabou sendo presa, injustamente”, descreve, acrescentando que, antes da viagem, a mulher estava acampada em frente à 6.ª Circunscrição de Serviço Militar, uma das unidades do Exército em Bauru.

Manzano revela que, desde a madrugada do dia 9, a família não consegue contato com Fátima. Porém, por meio da Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil, que está prestando assistência aos presos, soube que a mulher está sendo bem tratada na penitenciária. “Ela é uma pessoa exemplar, religiosa, com quatro filhas, oito netos e dois bisnetos. A família está desesperada, sem saber como e quando conseguirá tirar ela de lá”, completa.

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