Outra face da mesma moeda

Por Valmor Bolan |
| Tempo de leitura: 2 min
Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária

Passagem do Ano, o Ano novo começa com a perspectiva da esperança, essa foi a palavra mais votada em pesquisa recente, que expressa o sentimento do povo brasileiro em meio à transição a um novo governo. A História deixa mais uma vez as suas lições para o aprendizado constante, a cada época, com suas particularidades, mas é preciso buscar melhores respostas aos desafios, num mundo cada vez mais complexo e globalizado, com tecnologias avançadas, que nos levam à reflexão de que podemos superar as dificuldades e vencer, com disposição a fazer melhor, cada vez mais, o que for um desenvolvimento humano, que propicie uma vida digna para todos.

Nesse sentido, é preciso que as instituições estejam comprometidas com isso, fortalecidas, para garantir ganhos civilizacionais. No Brasil, com um período intenso de polarização política e ideológica, "a brasilidade ganha novos contornos negativos", afirma o jornalista Edelberto Behs.

E, resumindo a situação, ressalta: "O que a nação levou 200 anos para construir - instalação de instituições republicanas, valorização da democracia, respeito aos três Poderes da República, sentimento de pertença - começa a desmoronar. E como? Mentirosos, enganadores da opinião pública, governantes com interesses espúrios, recorrem ao novo bios para divulgar falsos dossiês, memes com fake news para manter seu rebanho motivado e semear o terreno voltado a ações antidemocráticas, golpistas, de desestabilização das instituições. O novo bios está sendo usado para a promoção de uma brasilidade anticidadã, numa época marcada no país pelo fanatismo e pela desinformação".

Essa situação deve levar primeiramente a uma reflexão do porquê tal situação chegou a este ponto. Isso certamente será objeto de estudos acadêmicos, para uma melhor compreensão do fenômeno, porque só assim será possível enfrentar com as respostas adequadas e os ajustes que se fazem necessários, para preservar a sociedade dos efeitos danosos disso. Não dá para tirar conclusões precipitadas.

Desde 2013 o Brasil vem sentindo essa chacoalhada no campo cultural e político, com os resultados que aí estão, ainda requer de nós uma melhor análise e a busca por medidas mais acertadas, em todos os aspectos, para voltarmos a ser uma nação solidária.

Esperamos que no Ano Novo possamos dar passos novos no sentido de recuperarmos a nossa autoestima e voltarmos realmente a ter esperança, para que o Brasil seja a Nação justa, solidária e próspera que desejamos. Feliz Ano Novo!

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