Fenômenos como a chuva

Por Demerval Assis da Silva |
| Tempo de leitura: 2 min
O autor é colaborador de Opinião

Iria hoje aqui escrever sobre os homens que por alguns motivos são considerados fenômenos. Iria até mesmo começar pelo fenômeno dentro do futebol, o indiscutível "Ronaldo fenômeno". E iria depois entrar nos fenômenos dentro da música. Onde poderia citar vários deles, em várias vertentes, da música nacional e internacional. Iria falar dos fenômenos das artes, grandes mestres como Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa), escultor, entalhador, arquiteto do Brasil colonial. Estilos Barroco/Rococó, que viveu em Minas Gerais (Ouro Preto).

Ou outros fenômenos, daqui e de lá, do mundo afora. Iria falar de gente simples, mas que são fenomenais também, mesmo não tendo as luzes dos holofotes das mídias. Estas que disparam "flashs", feito relâmpagos, destacando as pessoas. Doutros, já chamaria de anônimos fenomenais. Mas que puderam ou podem brilhar mesmo no lado escuro da vida, longe das luzes, no anonimato. Iria falar de um fenômeno inegável da política contemporânea do Brasil. Sem me importar se as pessoas seriam prós ou contra. Afinal, aqueles que são fenômenos, mesmo que muitos não queiram, não se pode negar-lhe o talento. Mas como dizia, iria falar de pessoas que são consideradas fenômenos (ou mesmo que tenha citado uma ou mais). Retorno, então, ao verbo, no futuro do presente do indicativo, 'iria". Iria porque acho que devo ir devagar, como dizem alguns provérbios e ditados.

Para procedermos com cuidado, no gelo fino e barro amassado. Porque podemos passar por sábios, mesmo não sendo-o, ao nos calarmos. Ou o prudente sempre poderá ser mais longevo que o descuidado. Então, melhor falar do fenômeno natural, que nesta época do ano cai sobre nós, em forma de chuva, que vem para nos lavar a alma.

"Se pudesse o sol chover/ Só a metade do que chove no meu coração/ Dava um lago pra beber/ E o chão virava neve de tanto algodão".

(Sivuca - Cabelo de milho).

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