DESPEDIDA

Em Santos, titular da Semel de Bauru entrega bandeiras e cartas à esposa de Pelé

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Divulgação
A viúva Márcia Aoki recebe os itens de Bauru de Flávio Oliveira, Secretário Municipal de Esportes
A viúva Márcia Aoki recebe os itens de Bauru de Flávio Oliveira, Secretário Municipal de Esportes

Com o intuito de homenagear Pelé, o titular da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) de Bauru, Flávio Ismael da Silva Oliveira, participou em Santos, no Estádio da Vila Belmiro, do velório do Rei, na manhã desta terça-feira (3). Na oportunidade, entregou à esposa do supercraque, Márcia Aoki, a bandeira da cidade, uma camisa do Bauru Atlético Clube (BAC), outra do Esporte Clube Noroeste, além de cartas da prefeita do município, Suéllen Rosim (PSC), e do Legislativo local.

Em momento considerado muito especial, o secretário explica que os itens foram entregues também para marcar a relação do maior jogador de todos os tempos com Bauru, onde Pelé passou a infância e a adolescência e despertou para o futebol.

A prefeita Suéllen decidiu não ir ao velório do Rei Pelé, em virtude do nascimento de um sobrinho.

Natural de Três Corações (MG), Pelé chegou em Bauru ainda criança, em setembro de 1944, onde viveu com a família, estudou e começou a jogar futebol no BAC. A prefeita Suéllen Rosim decretou luto oficial de três dias logo após a morte do ex-jogador e enviou ofício para a Câmara propondo que o novo ginásio de esportes na região da Bela Olinda, em construção, tenha o nome de Pelé, após sua conclusão.

BAC E NOROESTE

Em Bauru, recordam os amigos e profissionais da crônica esportiva, Pelé teve infância pobre. Primeiramente morou de aluguel na cidade em uma casa de madeira na rua Rubens Arruda, quase esquina com a rua Sete de Setembro, no Centro. Foi na Cidade Sem Limites que o supercraque aprendeu o futebol, nos campos de terra batida, nas ruas de paralelepípedo, no cimento do futebol de salão e depois no gramado do BAC, onde vestiu a camisa listrada azul e branca no “Baquinho”, time juvenil que encantou a cidade e fazia as preliminares do Campeonato Paulista.

Antes de ir para Santos e chocar o mundo do futebol, Pelé chegou a treinar no Esporte Clube Noroeste, em amistosos do profissional, entre 1954 e 1955, onde, inclusive, segundo o memorialista Luciano Dias Pires, chegou a fazer gols e a ter contrato e até valores de salário apalavrados na época de sua adolescência. Os registros são escassos mas, em um dos jogos, o menino marcou quatro gols na goleada por 8 a 2 sobre um selecionado de Ibitinga (cidade próxima a Bauru).

“O QUE SOBROU”

Atualmente, a casa que Pelé comprou em Bauru para os pais com salários do Santos, após o título de 1958, foi demolida e hoje não passa de um terreno baldio. O local fica situado entre os imóveis de numeral 4-28 e 4-10 da rua Sete de Setembro, Centro, quase na esquina do seu primeiro lar, na rua Rubens Arruda. Quando esta casa comprada por Pelé ainda existia, mas estava abandonada devido a imbróglio judicial, chegou a ser tombada como patrimônio cultural em Bauru, em 2010, mas foi demolida em 25 de junho de 2015.

Já o que sobrou da antiga sede do BAC, onde Pelé fez seus primeiros gols em gramado, é atualmente o supermercado Tauste da Rio Branco, que comprou o clube, mas manteve um singelo painel e um mosaico em paredes, em memória ao Baquinho onde surgiu o Rei do Futebol.

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