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Top 4 de tendências para RH em 2023

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RodrigoTordin/Divulgação
Redesenho organizacional, saúde mental, turnover e retenção e ESG são tendências para 2023, diz Daniel Spolaor
Redesenho organizacional, saúde mental, turnover e retenção e ESG são tendências para 2023, diz Daniel Spolaor

Hoje está começando um novo ano. Hora de celebrar os bons resultados de 2022 e avaliar o que pode ser melhorado em 2023. Daniel Spolaor, CEO da Korú, pontua que redesenho organizacional, saúde mental, turnover e retenção e ESG - sigla para Ambiental, Social e Governança, em inglês - são as principais tendências para a área.

REDESENHO ORGANIZACIONAL

Em 2022 vimos uma onda de cortes de gastos, desligamentos em massa (layoffs) e cancelamento de vagas. Isso ocorreu principalmente nas empresas de tecnologia, que, ao não encontrarem novos investidores, precisaram controlar a queima de caixa e ter rentabilidade como objetivo. De acordo com o CEO da Korú, este foi um ano de ajuste urgente e, em 2023, as empresas devem se voltar para o redesenho organizacional, buscando mais eficiência.

"Agora as empresas podem parar e analisar onde estão os gargalos, os desperdícios. Vão começar a nascer, a partir de 2023, melhores estruturas organizacionais e 'seniorização' dos times. Ou seja, podemos esperar um amadurecimento das estratégias das empresas."

SAÚDE MENTAL

"A saúde mental ainda é um dos maiores tabus e motivos de desalinhamento entre pessoas e organizações", afirma o especialista. Daniel comenta que há um crescimento do interesse e das pesquisas sobre o tema após a pandemia de Covid-19, uma vez que ela causou o aumento da ansiedade e depressão em 25% em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas que as ações das organizações nesse sentido ainda são fracas.

A maioria dos programas de benefícios são centrados em saúde física, mesmo entre grandes corporações.

De acordo com a OMS e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em relatório publicado neste ano, estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido aos problemas de saúde mental que custam à economia global quase um trilhão de dólares. "Investir na saúde mental dos colaboradores significa manter uma equipe mais equilibrada, focada, feliz e, consequentemente, mais produtiva."

O CEO acrescenta que considera importante o movimento que as healthtechs estão fazendo de se voltarem para o tema da saúde mental e oferecerem soluções para as empresas.

TURNOVER E RETENÇÃO

A partir da pandemia, as empresas viram um movimento muito forte de desligamentos voluntários, conhecido como a Grande Renúncia. Esse não é um movimento generalizado, esclarece Daniel, sendo mais forte no Brasil, nos EUA e na Inglaterra. Só no Brasil, de janeiro a maio de 2022, o país registrou 2,9 milhões de pedidos de demissão de trabalhadores com carteira assinada, segundo o levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

"O índice de turnover [taxa de rotatividade de colaboradores] foi nas alturas, consumindo mais dinheiro, tempo e energia para novas contratações. As organizações estão acordando para a questão: reter pessoas é muito mais importante do que contratar novas. Se antes o RH estava focado na contratação, agora vemos sua atenção se voltar para o turnover e a criação de projetos para a retenção de talentos", comenta Daniel.

ESG

Daniel aponta que o ESG é uma pauta permanente, uma consolidação da discussão sobre sustentabilidade que se fazia anos atrás. Ele acredita que se aprofundando no tema, o RH deverá focar, especialmente, em Diversidade e Inclusão e Emprego e Renda, pontos importantes tanto para a atração e retenção de talentos quanto para o posicionamento de marca.

"Os consumidores e colaboradores não vão mais se enganar e se identificar com organizações que não representam suas realidades individuais, então o RH precisa entrar de cabeça na tendência ESG", aconselha o CEO da Korú.

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