“O dia em que Bauru tirou um dez não ‘tirando’ o 10!”

Por Professor Sinuhe |
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O autor está em orações por Pelé que é Edson, que fez a 10 ser única!

Naquela manhã, na Maternidade Santa Isabel de Bauru, várias crianças recebiam o nome de Édson, várias não, dez, sempre dez! O nome significa o filho de Eduardo ou aquele que é "guardião de riquezas"!

Uma senhora enfermeira dizia às mães que quem nasce Edson pode tornar-se Pelé. Uma mãe curiosa, já a pensar no leite materno e assistir a Pelé Eterno, perguntou à mais antiga das mulheres dos do nosocômio da Araújo Leite o que significava Pelé?

A enfermeira nonagenária respondeu: "Ninguém sabe, contam que o Dico, filho do Dondinho, do BAC, que já foi 'Gasolina' no Noroeste, aos quatro anos, imitava um goleiro do Vasco de São Lourenço, de nome Bilé, e que a cada defesa no gol gritava: "Defendeu Pelé!".

A dicção de Dico era ainda frágil, não tinha passado pelo exímio Centrinho da USP, logo, Bilé virou Pelé! Uma das mães de tanto Edson ficou sabendo que o clube em que jogara o maior jogador do mundo virara mercado, sim, os gols estava nas prateleiras, os carrinhos eram de metais, os dribles aconteciam em corredores de alimentos diversos, os torcedores viraram clientes!

A rua 7 de Setembro, que teve o Bar do Epa, tinha seu nome alterado para 23 de Outubro, homenageando Edson "Pelé", Santos, logo Santos, Dumont e o astronauta bauruense! Nos bares, botecos e botequins , todos os frequentadores de Dreher a Natu Nobilis, de Cavalinho a 51, diziam já ter jogado com Pelé e que o ensinaram a bater na bola nos campinhos com meias que viraram esferas!

Leonardo de Brito, aposentado, boêmio, sambista e enciclopédia do futebol, vivia a vida ao léu ou ao Léo, e dizia a quatro cantos e campos que era Deus no céu, Zeca Pagodinho na Terra e Pelé no mar, sim, a jogar no seu Santos, sempre Santos, Pelé era o maior craque que o pernambucano de Taquaritinga do Norte já conhecera, mais que Maurinho Xampu, do Íbis!

Naquele dia , todo bauruense queria chamar Edson, inventar também a lâmpada, dar luz ao mundo, como Dona Celeste, que deu à luz a um Edson que parou a guerra, que fez uma cidade da Baixada estar acima de todas, que fez uma Vila ser mais que Belmiro e pôr qualquer residencial ou condomínio a seus pés!

Ainda naquele dia, a prefeita chegou à Praça das Cerejeiras e decretou que a partir daquele dia seu nome não seria mais Suéllen e sim Suelé, em homenagem ao filho mais famoso da cidade que o acolheu, mas nunca mais o recolheu, que Sem Limites o critica que Luiz Carlos Cordeiro "Atenção" tentou explicar a todos em seu livro 'De Edson a Pelé'!

Com tanto Edson, a prefeita Suelé decretou a instalação de um Museu Pelé na Cidade Sanduíche! Que as águas da Nações levem esta nau ainda com rumo até Santos e tragam o homem de Três Corações a Bauru, seria o maior dos gols!

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