SOBRE 2 RODAS

Uma viagem sobre duas rodas até o ‘fim do mundo’

Por Flávia Placideli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Pessoal
Marco Antônio Picolli, Maria Inês Picolli, Pedro Picolli, Carlos Alberto de Godoy e Guilherme Gasparoto na fronteira Brasil-Argentina (mais fotos no final)
Marco Antônio Picolli, Maria Inês Picolli, Pedro Picolli, Carlos Alberto de Godoy e Guilherme Gasparoto na fronteira Brasil-Argentina (mais fotos no final)

Viajar sobre duas rodas já se tornou uma verdadeira paixão para um grupo de amigos de Bauru. E, neste fim de ano, eles encararam um grande desafio. Partiram com destino a Ushuaia, cidade argentina conhecida como o 'fim do mundo', justamente por estar localizada no extremo sul da América do Sul. Foram mais de 12 mil quilômetros em meio a adversidades da natureza e diante de paisagens incríveis, fortalecendo ainda mais a união e a amizade de longa data.

A viagem de moto, que também teve parada em Bariloche e El Calafate, ocorreu entre os dias 31 de outubro e 28 de novembro. "A experiência que fica é a de que, sem um grupo forte, seria impossível viajar 29 dias diante de muitos desafios e cansaços. Acredito que o maior aprendizado é de que não se deve desafiar a natureza", conta Carlos Alberto Pereira de Godoy, de 64 anos, que dividiu a aventura com os amigos Guilherme Gasparoto, também de 64 anos, e o casal Marco Antônio Picolli, de 60 anos, e Maria Inês Picolli, de 62, além o filho deles, Pedro Picolli, de 26 anos.

Após o grupo ir para o Peru, Chile e vários outros destinos dentro do Brasil, o bauruense gostou da ideia de organizar viagens mais longas sobre duas rodas e os amigos decidiram partir para a Argentina. E assim começou a aventura.

LONGA AMIZADE

Os 29 dias na estrada renderam um apanhado de histórias para o grupo, que já coleciona mais de 35 anos de amizade. Conforme Godoy, muitas brincadeiras trazidas "na bagagem" fazem parte do dia a dia deles. Mas, a maior experiência da viagem foi mesmo a superação de obstáculos, como, por exemplo, a grande amplitude térmica.

CLIMA

"O clima foi o maior desafio superado. As temperaturas oscilavam de 2 graus negativos até 40 graus, com ventos superiores a 60 quilômetros por hora. E também percorremos os 73 quilômetros de rípio, trecho conhecido como '73 quilômetros malditos'", narra.

Para Marco Antônio Picolli, a união do grupo foi fundamental, principalmente nas horas de apuro, em que um precisa da ajuda do outro para continuar o percurso. "Em determinados momentos da viagem, a união é tudo. Histórias para contar é o que mais temos. Vivemos alguns momentos de apreensão, outros de brincadeira, mas o mais importante é a amizade que se fortalece a cada nova viagem", conclui.

E, se depender deles, tal vínculo vai se fortificar ainda mais, já que o grupo pretende novas aventuras para 2023. Inclusive, os amigos já conversam para decidir qual será o próximo destino.

Marco Antônio Picolli, Maria Inês Picolli, Pedro Picolli, Carlos Alberto de Godoy e Guilherme Gasparoto na fronteira Brasil-Argentina (crédito: Arquivo Pessoal)
Marco Antônio Picolli, Maria Inês Picolli, Pedro Picolli, Carlos Alberto de Godoy e Guilherme Gasparoto na fronteira Brasil-Argentina (crédito: Arquivo Pessoal)
Guilherme Gasparoto, Pedro Picolli, Marco Antônio Picolli, Maria Inês Picolli e Carlos de Godoy (crédito: Arquivo Pessoal)
Guilherme Gasparoto, Pedro Picolli, Marco Antônio Picolli, Maria Inês Picolli e Carlos de Godoy (crédito: Arquivo Pessoal)

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