A forte chuva que atingiu Bauru no início da noite desta sexta-feira (23) alagou novamente alguns pontos da cidade. Para se ter ideia, até as 22h30, o Centro de Meteorologia (IPMet) da Unesp havia contabilizado 59,4 milímetros de precipitação acumulada. Na situação mais dramática, um carro ficou submerso na avenida Nações Unidas, na altura do viaduto da antiga Fepasa. Um homem e uma mulher que estavam no veículo, segundo a Defesa Civil, precisaram ser resgatados pelo Corpo de Bombeiros (veja o vídeo em www.jcnet.com.br).
"Este carro e uma motocicleta passaram pela sinalização de bloqueio feita pelo Grupo de Operações de Trânsito (GOT) e tentaram atravessar esse trecho da Nações Unidas, sob o viaduto da linha férrea, mas não conseguiram", detalha Marcelo Ryal, coordenador da Defesa Civil de Bauru.
Outro ponto que teve bastante acúmulo de água foi o viaduto recém-inaugurado da avenida Cruzeiro do Sul sobre a rodovia Marechal Rondon (SP-300).
No cruzamento da Nações Unidas com a rua Inconfidência, o totem de uma loja de pneus e peças automotivas foi danificado pelo vento e precisará ser substituído, informa Ryal.
Apesar de todos os sustos e danos materiais, ele relata que não houve registro de feridos.
RESPEITO
O coordenador da Defesa Civil pede aos condutores que respeitem as sinalizações e tenham cuidado com os trechos já conhecidos de alagamento na cidade.
Tal alerta, inclusive, vale para este final de semana, uma vez que há previsão de novas pancadas de chuva vespertinas (leia mais na página 7).
CASA INUNDADA
A precipitação de ontem também trouxe transtornos - novamente - para Andreia Regina Nunes, 46 anos. A frentista tirava um cochilo quando foi acordada pela água invadindo todos os cômodos de sua residência, localizada na quadra 9 da rua Durvalino Melges, Bauru 1 (região do Pq. Giansante).
"Eu estava aqui com três crianças, incluindo meu netinho de 3 anos, quando a água começou a entrar. Faz sete anos que moro aqui e isso sempre acontece. A água desce com tudo do Vista Bella. Estava dormindo no colchão no chão, porque já perdi até minha cama. Não tenho nem onde dormir mais", desabafa a mulher.
Questionada se gostaria de deixar algum contato para quem quisesse ajudar com doações, a frentista conta que a situação é tão crítica que não resolveria o problema. "Se doarem, a água vai estragar e eu vou perder tudo de novo. Preciso sair daqui urgente", completa.