“Foi um livramento. Foi a mão de Deus”. A frase é de um empresário de Bauru, aliviado por não ter sido atingido por uma pedra arremessada na direção da sua cabeça. Ele e a esposa correram esse risco na manhã do último sábado (17), quando circulavam dentro do próprio carro pela quadra 19 da avenida Nações Unidas, próximo ao Parque Vitória Régia. A rocha foi lançada durante serviço de capinação do canteiro central da via. Diante do risco, Jorge Hamilton Quatrina, 60 anos, cobra a utilização de equipamentos de segurança, como telas, durante a realização desse serviço.
“A pedra parecia um tiro. Entrou e saiu da nossa Ford Courier pelos dois vidros. Passou de raspão pela minha cabeça e da Regina, minha esposa. Percebemos tratar-se de uma empresa de capinação terceirizada. E a prefeitura? Não fiscaliza? Não havia tela de proteção para conter o que era cortado nos canteiros. Também vi funcionários sem proteção nas pernas”, reclama.
Na opinião dele, a cidade ficou com a aparência de maior zelo nos últimos meses. “Rodo a cidade toda e notei os espaços públicos mais bem cuidados ultimamente. Mas fica aqui o meu medo e alerta como munícipe. A pedra passou cerca de cinco centímetros das nossas cabeças. O que teria acontecido com a gente se fôssemos atingidos? Talvez, não estivesse aqui conversando com você”, comenta Jorge Quatrina.
Procurada pela reportagem, a Secretaria das Administrações Regionais (Sear) informa que parte dos serviços de capinação da cidade é realizada por uma empresa contratada pela prefeitura, sendo a pasta gestora do contrato. Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, orienta a qualquer pessoa que constatar o não uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) corretos, incluindo a rede de proteção para evitar o lançamento de objetos à distância (podendo atingir pessoas na rua), a entrar em contato com a secretaria pelo e-mail admregionais@bauru.sp.gov.br ou telefone para fixo, no 32351326.