Sonho dos bauruenses há décadas, o viaduto da av. Cruzeiro do Sul sobre a rodovia Marechal Rondon (SP-300) foi liberado para o tráfego por volta das 16h desta segunda-feira (19). Com 110 metros de comprimento e capacidade de receber 1 mil veículos por hora em cada faixa, o dispositivo desafogará as avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves. A obra custou R$ 8,4 milhões e passou a ser contemplada no projeto das marginais de Bauru realizado pela ViaRondon, responsável pela construção.
Entre diversas autoridades presentes ontem na inauguração, a prefeita Suéllen Rosim (PSC) comemorou a nova alternativa viária e solicitou reforço da sinalização. Com duas faixas de sentidos opostos para transposição da rodovia e uma adicional para retorno (veja no quadro), o novo viaduto possui ainda outro motivo que requer atenção dos motoristas: ele foi liberado sem iluminação.
A Secretaria Municipal de Obras informou que instalará luz de LED no primeiro semestre de 2023, mas não definiu os prazos exatos.
CURVA EM 'S'
A entrega também ocorreu em meio a uma polêmica nas redes sociais sobre a curva em "S" que o dispositivo possui para seu acesso no sentido Centro-Bairro. Um internauta chegou a questionar se o viaduto ganharia o nome de "S do Senna". Outro brincou que o "S" seria em homenagem ao nome da prefeita.
A ViaRondon garante que o traçado não representa riscos aos condutores. Diretor de Relações Institucionais da concessionária, Fabio Abritta explica que o "S" foi necessário para evitar desapropriações (de um condomínio de prédios, de casas e de um ferro-velho), que aumentariam o tempo de entrega da obra, além de onerar os cofres do município. Isso porque a área disponível, segundo ele, era insuficiente para acomodar todos os retornos, além de entradas e saídas necessárias.
"A desapropriação seria milionária para a prefeitura, então, foi questão de bolso também. O único retorno feito utilizou uma área que já era do município. Fizemos o máximo dentro do que poderíamos com um cenário econômico razoável", pontua Abritta, complementando que tudo foi analisado por engenheiros e que o "dispositivo é seguro e foi estruturado seguindo normas, inclusive de sinalização".
Suéllen Rosim reforça que tais desapropriações atrasariam a obra e onerariam o município. "Acho que só precisa ficar mais clara a sinalização nesse trecho (do "S"), e também porque é um viaduto com três faixas e mão dupla. A Emdurb dará uma força nesse sentido por ser uma questão de urgência, em razão de o tráfego já ter sido liberado", comenta a chefe do Executivo, apontando ainda ter solicitado faixa de pedestres nas imediações e construção de rampas de acessibilidade.
GOT NA ÁREA
A Emdurb irá estudar o tráfego no novo dispositivo e nas imediações pelos próximos dias. Vale ressaltar que a velocidade máxima permitida sobre o viaduto é de 50 quilômetros por hora.
"Deixaremos equipes do GOT (Grupo de Operações de Trânsito) por aqui nos horários de pico para orientação do tráfego. Também verificaremos o comportamento do trânsito, para saber se será necessária mudança de sentido de alguma rua. O viaduto não é responsabilidade do município, mas as ruas no entorno são", observa Donizete do Carmo, presidente da empresa municipal.