Perspectivas de um novo governo

Por Alessio Canonice |
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Sempre que se inicia um novo governo em que um novo presidente é eleito, vêm as perspectivas de como irá se comportar na condução da máquina administrativa, após os resultados da festa da democracia e que aos poucos vai cedendo espaço à realidade com a qual os componentes de cada ministério irão exercer essa função e que se comprometam a fazê-lo em favor da causa pública, ao iniciar efetivamente um novo mandato.

Dessa forma, o Brasil escolheu no último dia 30 de outubro um novo presidente para os próximos quatro anos, embora parte considerável do eleitorado tinha votado pela continuidade do Governo Jair Bolsonaro, do PL, o cargo mais elevado do cenário político brasileiro acabou sorrindo para Luis Inácio Lula da Silva. O petista obteve 50,9% dos votos válidos ao final da apuração das urnas eletrônicas.

Há de se esperar que a demonstração de propósitos pelo presidente eleito, tão logo as urnas o apontaram como vencedor do pleito, seja o caminho mais sensato, no sentido de que venha ao encontro das aspirações populares e do próprio povo que tanto clamam por dias melhores em toda a sua expansão.

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi anunciado recentemente no comando da área econômica e terá missão de melhorar números favoráveis do país em meio à perspectiva de um cenário razoável em 2.023. Que seja bem sucedido Haddad à frente de um ministério de grande importância e de peso dentro desse contexto econômico. É certo que Haddad enfrentará desafios dos mais complexos num setor que será vital para o sucesso do próximo governo, porém, qualidades não lhe faltam para o exercício dessa espinhosa função. O Produto Interno Bruto ( PIB) brasileiro perdeu força no terceiro trimestre do ano em curso e os juros básicos se encontram num patamar elevado com uma taxa anunciada dias atrás pelo Comitê do Banco Central de 13,75% ao ano com tendência a ser elevada paulatinamente à medida que os meses e os anos se sucedem, quando deveria ser mais acessível em termos de um país que deseja crescer e se desenvolver em todos os ângulos de progresso efetivo.

No dia 1°. de janeiro de 2.023, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a comandar o país, após vencer as eleições presidenciais na noite de domingo do dia 30 de outubro próximo passado e, de acordo com alguns especialistas em assuntos políticos, a vitória não está completamente pacificada, diante das manifestações de grupos que não aceitam o resultado das urnas eletrônicas.

A expectativa é de que a curto prazo, o governo a ser instalado na capital federal, na figura de Luiz Inácio Lula da Silva, cumpra as promessas de campanha, notadamente no que tange ao reajuste do salário mínimo, a manutenção do Auxílio Brasil de 600,00, além de um valor adicional de 150,00 destinado às crianças de até 6 anos de idade. Além disso, cresce a expectativa sobre a transição de governo, já que o presidente Jair Bolsonaro havia se mostrado resistente a aceitar a derrota nas urnas e a missão de passar a faixa presidencial ao presidente eleito. Nessas condições, é certo que, possivelmente, irá atribuir esta missão ao presidente da Câmara Artur Lira. Será um fato inédito, ao contrário do que vinha ocorrendo com os ex-presidentes no momento em que subiam a rampa do Palácio do Planalto para receber a faixa presidencial. Eleito com o apoio de uma frente ampla de partidos e movimentos sociais que se juntaram à candidatura do PT contra o atual presidente, Jair Bolsonaro, Lula irá governar a partir de 2.023 sob forte pressão de aliados, que devem disputar cargos no governo para composição do Poder Central.

É mais que notório os grandes desafios que o novo governo irá enfrentar para os próximos quatro anos, onde abrange nova equipe de transição e alguns futuros ministeriáveis. Independente de quaisquer motivos, entende-se que o caminho mais salutar é torcer para que o novo governo atenda às necessidades prioritárias, entre elas, saúde, educação e segurança pública, além de outras que compõem o complexo administrativo em toda a sua extensão.

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