Em defesa do aumento do número de vereadores

Por Paulo Eduardo Tonon |
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Jornalista e produtor cultural/audiovisual

Tendo em vista a falta de capacidade administrativa do Poder Executivo para solucionar os problemas crônicos de Bauru, entre eles, mas não somente, a finalização da estação de tratamento de esgoto, a constante falta de água nas torneiras da população, os alagamentos recorrentes nas principais avenidas e buracos nas ruas de todos os bairros, as dificuldades na coleta e destinação de lixo, a farra com a verba da educação (enquanto estudantes sofrem com escolas em condições mais do que precárias e professores desvalorizados), as filas quilométricas no atendimento emergencial da saúde, além do descaso em outras áreas essenciais, como habitação, transporte, geração de empregos, meio ambiente e cultura.

Levando em consideração o recorrente superávit orçamentário apresentado nos últimos anos e o crescente aumento da arrecadação municipal, que praticamente dobrou de 2018 até 2023, quando vai chegar a R$ 2 bilhões. Bem como a maior necessidade de fiscalização do emprego de todo esse enorme montante de recursos públicos.

Ponderando ainda que, apesar do trabalho dos parlamentares, permanece a dificuldade para que a população periférica seja representada dentro do Poder Legislativo, devido à gigantesca quantidade de demandas a serem enfrentadas, defendo que o aumento do número de vereadores na cidade a partir de 2025 se faz necessário.

Tudo é questão de contexto e, diante deste cenário desolador, onde não existe chance alguma de resolução definitiva de nenhuma das questões pontuadas neste texto, não resta dúvidas que a ampliação de vagas na Casa de Leis é o melhor para nossa sociedade.

O objetivo deve ser a busca por novas lideranças, que talvez em um futuro próximo possam atuar pela transformação desta triste realidade.

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