BAIRRO

Um ano após corte de árvores para duplicação de rua, moradores cobram obra, em Bauru

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Árvores foram cortadas, mas obra não foi realizada, queixam-se moradores do bairro
Bruno Freitas
Bruno Freitas

Há um ano, 32 árvores foram cortadas no Jardim Guadalajara, em Bauru, com a promessa de que a avenida Manoel Duque seria duplicada, em contrapartida a um empreendimento. No entanto, até hoje a obra não foi iniciada e não se sabe se realmente será executada. A situação é criticada por moradores do bairro, muitos deles responsáveis por plantar as espécies em uma área que chegou a ser denominada como bosque.

Segundo o aposentado Rubens Sacardo, antes da supressão, o espaço estava repleto de árvores cultivadas em 1970, ano da criação do bairro. “A sensação é de que elas foram cortadas à toa. A troco de quê? Nada! Não foi feita a duplicação. Dá um dó ver isso aqui. Tínhamos pés de manga, jambolão, pitanga, entre outras. E quando cortaram, elas estavam todas carregadas de frutas. Uma pena”, lamentou, nesta quinta-feira (15).

Ele é um dos moradores mais antigos do Guadalajara e também lembra quando, em 8 de dezembro do ano passado, a prefeitura informou que a medida foi tomada por conta da duplicação da via, como contrapartida de uma empresa. Por conta da obra, havia sido realizado até mesmo o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Ainda assim, munícipes se queixaram da ausência do debate público sobre a supressão destas espécies.

COMPENSAÇÃO

Por conta dos cortes das 32 arvores, sendo 16 nativas, a empresa fez a compensação ambiental plantando 240 mudas próximo ao córrego Água do Sobrado, uma vez que o Jardim Guadalajara não conta com área pública para o plantio, informa a Secretaria do Meio Ambiente (Semma), por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa da prefeitura.

Em relação à duplicação, a empresa que executaria a obra como contrapartida suspendeu o projeto inicial. Sendo assim, até o momento, não há previsão de que a via seja realmente alargada, segundo a reportagem apurou junto à administração municipal.

Rubens Sacardo, morador do bairro desde 1970, considera a situação
Rubens Sacardo, morador do bairro desde 1970, considera a situação "inacreditável"(Foto: Bruno Freitas)

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