ANTIGO 1.º DP

Prefeitura e Estado assinam repasse de verbas para obras no antigo 1.º DP

Por Tânia Morbi | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Larissa Bastos
Prédio do antigo 1.º Distrito Policial, desocupado em 2013, continua abandonado na Vila Falcão
Prédio do antigo 1.º Distrito Policial, desocupado em 2013, continua abandonado na Vila Falcão

Após quase uma década de preocupação para moradores da Vila Falcão, a "novela" do prédio abandonado do antigo 1.º Distrito Policial (DP), na avenida Comendador Daniel Pacífico, parece estar chegando ao fim. A Prefeitura de Bauru e a Secretaria do Desenvolvimento Regional do Estado assinaram convênio que garante a liberação de R$ 700 mil para reforma e adequação do imóvel. O espaço, que se transformou em ponto de usuários de drogas, caminha, enfim, para dar lugar a serviços sociais.

Conforme noticiado pelo JC, o imóvel foi desocupado pela Polícia Civil em 2013 e devolvido pelo Estado à Prefeitura de Bauru. Desde então, a intenção do Executivo era instalar ali um Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e um Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas).

Mas, até o mês passado, segundo a prefeitura, não havia sequer previsão para isso ocorrer, pois uma reforma dependia de repasse de verba estadual. A situação evoluiu durante a última visita do governador Rodrigo Garcia (PSDB) a Bauru, no final de novembro. Entre outros anúncios, ele liberou R$ 700 mil para a obra.

Nesta semana, a prefeitura informou que o convênio foi assinado e que, inclusive, a Secretaria Municipal de Obras iniciou o processo de elaboração do edital da licitação que contratará a empresa para a reforma do espaço. Apesar de a situação ter caminhado, o Executivo ainda não fala em prazos.

'NOVA CRACOLÂNDIA'

Até que tenha uma ocupação adequada, o prédio da antiga delegacia da Vila Falcão segue servindo de ponto de encontro para usuários de drogas e pessoas em condição de vulnerabilidade.

Conforme mostrou o JC em agosto deste ano, moradores do bairro chegaram a apelidar o prédio de "nova cracolândia de Bauru", após dependentes químicos se dispersarem da extensão da linha férrea, onde normalmente se reuniam, e passarem a se concentrar no imóvel da Comendador Daniel Pacífico.

Na época da reportagem, a Polícia Militar (PM) apontou que uma possível motivação para a ocupação do prédio seria a posição geográfica da edificação. Inclusive, a proximidade com a linha do trem permitiria acesso à região central, onde os usuários de drogas conseguem alimento, banheiro e pedem dinheiro para comprar bebidas alcoólicas ou ilícitos.

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