Diálogo e comprometimento

Por José Eduardo Amantini |
| Tempo de leitura: 2 min
O autor é jornalista e ex-prefeito

Tenho acompanhado pela imprensa a apresentação de propostas para a implantação de melhorias que favoreçam a desburocratização dos processos junto à Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) de Bauru. Além dos importantes avanços tecnológicos e novas Leis já sugeridas pelo Grupo de Desburocratização, eu gostaria de contribuir neste debate, como ex-prefeito e ex-diretor regional de Desenvolvimento, em outra área que julgo tão pertinente quanto as demais para melhorar a eficiência na gestão: a humanização da relação trabalhista.

Como ex-gestor executivo, posso relatar dezenas de desafios enfrentados e vencidos após diálogo permanente e amplo trabalho de conscientização junto à equipe técnica sobre a importância do comprometimento no dia a dia da administração pública. Como prefeito de Itapuí (2013-2016), assinei 45 convênios - da Estação de Tratamento de Esgoto, duas Creches-Escolas; Centro Cultural, entre outros - em apenas 48 meses de mandato, ou seja, praticamente uma celebração mensal. Esse resultado positivo só foi alcançado graças à liderança do gestor, que envolvia a equipe técnica a cada grande conquista, e ao comprometimento dos servidores responsáveis pela engenharia, convênios e licitações.

Já como diretor regional de Desenvolvimento, vi de perto uma triste realidade logo após ter assumido o cargo, em maio de 2019. Durante curso de capacitação para servidores de carreira dos 39 municípios da nossa região, ouvi vários depoimentos presenciais dos participantes afirmando que "não havia diálogo, interação ou integração" entre as equipes técnicas de várias cidades. Infelizmente, essa falta de comunicação interna existe até hoje, tanto no serviço público quanto no privado.

Nós sabemos que as pessoas são diferentes no ambiente profissional e na vida. E graças a Deus que cada ser humano tem o seu próprio repertório educacional, social e profissional. E, já que somos diferentes, precisamos valorizar os profissionais dedicados e comprometidos, criando um ambiente harmônico, de união e de espírito público. O mau humor e as vaidades pessoais devem ser extintos, prevalecendo sempre o interesse público; a responsabilidade social e a busca do bem comum. A administração pública de Bauru já foi, no passado, vanguarda em bons exemplos de gestão eficiente aos municípios menores de nossa região, e não o inverso. Está na hora da sede da Região Administrativa resgatar e ampliar este protagonismo.

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