PROTESTO

Protesto no V. Régia critica bloqueios na Capes, que fala em verba garantida

Por André Fleury Moraes | da Redação
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André Fleury Moraes
Manifestantes seguraram cartazes com frases de efeito; havia também um carro de som no Parque Vitória Régia
Manifestantes seguraram cartazes com frases de efeito; havia também um carro de som no Parque Vitória Régia

Um protesto reuniu cerca de 120 pessoas, entre pesquisadores, estudantes e demais categorias, para protestar contra o contingenciamento no orçamento do Ministério da Educação (MEC) que inviabilizou o pagamento das bolsas do programa Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), voltado especialmente à pós-graduação. A mobilização aconteceu ontem na tarde de ontem (8), no Parque Vitória Régia.

Os pagamentos deveriam ter sido efetuados até a quarta-feira (7), mas o bloqueio imposto pelo Governo Federal, que contingenciou cerca de R$ 1,4 bilhão da Educação no final do mês passado, não permitiu o repasse. A Capes adiantou a informação por meio de nota oficial divulgada na terça-feira (7).

Ainda ontem (8), estudantes e acadêmicos de Botucatu também protestaram contra os bloqueios.

Em nota encaminhada à imprensa nesta quinta-feira (8), o ministro da Educação, Victor Godoy, disse que as verbas reservadas ao programa estão garantidas (leia mais na página 16). Em Bauru, são 21 pesquisadores de pós-graduação, divididos entre a Unesp e a USP. Os pagamentos, afirmou Godoy, devem ser transferidos até a próxima terça-feira (13).

COTIDIANO

O bloqueio sobre os pagamentos da Capes afetou diretamente a vida de Matheus Ganiko Dutra, que cursa pós-graduação em Educação para a Ciência na Unesp de Bauru. "A gente entra no aplicativo do banco e vê que o dinheiro não caiu. É uma situação totalmente desesperadora. Temos aluguel, transporte, alimentação. Isso tudo foi inviabilizado", diz.

Sentimento semelhante viveu Leide Fidélis, que pesquisa Ciência da Reabilitação no curso de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). "Nós somos cientistas, temos exclusividade com o programa. E sem o dinheiro não pagamos as contas", aponta. "Para piorar, a falta de verba foi anunciada apenas um dia antes do pagamento", lamenta. Enquanto o pagamento permanece indefinido, estudantes da USP conseguiram, por exemplo, ter o acesso liberado ao restaurante universitário da instituição pelo período de suspensão das bolsas. Na Unesp, além disso, alunos pedem que a faculdade arque com o prejuízo.

Segundo informações, a suspensão da Capes, mesmo que possa ser temporária, tem assustado pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão também controlado pelo Ministério da Educação.

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