CHUVA INVADE HC

Água da chuva invade prédio do HC, que precisará passar por reformas

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Pessoal
Piso do primeiro andar da unidade foi tomado pela água; foto ampliada no final
Piso do primeiro andar da unidade foi tomado pela água; foto ampliada no final

Nem mesmo o prédio do recém-inaugurado Hospital das Clínicas (HC) de Bauru passou incólume às chuvas dos últimos dias. O Jornal da Cidade teve acesso a um vídeo que mostra o piso do primeiro andar da unidade, onde funcionam serviços de saúde auditiva, tomado pela água.

Conforme fontes ouvidas pela reportagem, a situação, registrada na manhã do último dia 2, se repete sempre que chove forte. Para se ter ideia, naquele dia, o Centro de Meteorologia (IPMet) da Unesp contabilizou 78,7 milímetros de precipitações, o maior volume para dezembro deste ano, até o momento.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que, apesar das fortes chuvas, "os pacientes do HC foram atendidos normalmente, sem qualquer tipo de interrupção devido ao ocorrido". Atualmente, a unidade funciona com 30 leitos de UTI e enfermaria, o mesmo quantitativo quando do encerramento das atividades do hospital de campanha, criado para tratar indivíduos com Covid-19.

Agora, são atendidas no local pessoas com diabetes, pneumonias, insuficiência renal e clínica médica. Questionada, a pasta estadual não respondeu quais melhorias precisam ser promovidas na estrutura do hospital para que o problema não volte a ocorrer, nem o investimento estimado ou o prazo para que os devidos reparos sejam executados.

De acordo com fontes consultadas pela reportagem, o prédio, que sequer possui Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), precisa passar por grandes reformas antes de ter o atendimento ampliado. Conforme o JC noticiou, a estrutura completa do HC deverá contar com 174 leitos, a serem implantados ao longo dos próximos anos.

Somados aos 91 do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho), que será integrado ao complexo, serão 265 leitos no total, que atenderão moradores de 68 municípios de toda a região.

'BURACO NO TETO'

"Para se ter ideia, na sala de esterilização de material, há um buraco imenso no teto. Na realidade, o teto caiu por conta de vazamento", comenta uma fonte, acrescentando que, nos pavimentos onde estão os 30 leitos de internação, não há registro de goteiras.

A Secretaria de Estado da Saúde não informou o que ocasionou o acúmulo de água no hospital, mas pessoas que conhecem o edifício supõem que o problema pode ser decorrente de infiltrações no teto e paredes ou mesmo do entupimento de calhas que deveriam dar vazão à água da chuva. "O telhado do prédio está todo comprometido e precisará ser trocado. No último e penúltimo andar, do lado da avenida Nações Unidas, há infiltrações", detalha outra fonte.

O edifício, cuja construção foi iniciada em 1990 e paralisada por duas vezes, teve seu projeto reformulado e foi entregue em 2011, ou seja, há 11 anos. Agora, para funcionar com toda a estrutura prevista, terá de passar por reformas, que incluem, por exemplo, revisão elétrica e da rede de gases medicinais.

Piso do primeiro andar da unidade do HC foi tomado pela água (crédito: Arquivo Pessoal)
Piso do primeiro andar da unidade do HC foi tomado pela água (crédito: Arquivo Pessoal)

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