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Aldeias recebem mutirão de exames que detectam doenças pulmonares

Por Marcele Tonelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Expectativa é de atender mais de 800 pacientes das aldeias Kopenoti, Nimuendaju, Ekeruá e Tereguá
Expectativa é de atender mais de 800 pacientes das aldeias Kopenoti, Nimuendaju, Ekeruá e Tereguá

Avaí - Até 9 de dezembro, as aldeias indígenas de Avaí (39 quilômetros de Bauru) receberão um mutirão de exames gratuitos para a detecção de doenças pulmonares. A cabine de biossegurança para a realização de exames de espirometria - que auxilia no diagnóstico preciso de doenças pulmonares crônicas está instalada na Aldeia Ekeruá e funciona das 7h30 às 17h. A expectativa do mutirão é de atender mais de 800 pacientes das aldeias Kopenoti, Nimuendaju, Ekeruá e Tereguá. Os exames são realizados em uma parceria da Boehringer Ingelheim com a Secretaria de Saúde do Município, dentro das atividades do Programa AbraçAR.

Desde o início da pandemia, em função do alto risco de contágio por Covid-19, esse tipo de avaliação passou a ser recomendado apenas em casos extremamente necessários, atrasando o diagnóstico de doenças respiratórias como a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), popularmente conhecida como enfisema pulmonar.

Com o retorno dos exames, a cabine, que é equipada de tecnologia de alta performance com filtros que permitem eliminar 99,9% de vírus e bactérias e purifica todo o ar que entra e sai em apenas um minuto, é uma opção mais segura para a realização da espirometria.

A espirometria é um exame em que o paciente assopra em um aparelho para medir a sua capacidade e a função pulmonar, podendo disseminar aerossóis.

A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma condição progressiva e séria que limita o fluxo de ar nos pulmões e afeta a qualidade de vida dos pacientes, por produzir sintomas como tosse crônica, expectoração e falta de ar, que muitas vezes impedem a realização de atividades básicas do dia a dia.

No Brasil, quatro brasileiros morrem por hora, 96 por dia e 40 mil todos os anos em decorrência da DPOC. O tabagismo é o principal fator de risco para a doença, seguido de exposição ocupacional e ambiental envolvendo vapores químicos, poeira e outras partículas que provocam inflamação pulmonar .

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado diminuem as taxas de exacerbação - crises respiratórias nas quais a falta de ar piora subitamente.

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