SUL-AMERICANA

Bicampeonato do Bauru Basket tem sabor especial por MVP de Fuzaro e recorde de Guerrinha

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Bruno Freitas
Ala Danilo Fuzaro ganhou primeiro MVP na carreira com bicampeonato do Dragão na Sul-Americana
Ala Danilo Fuzaro ganhou primeiro MVP na carreira com bicampeonato do Dragão na Sul-Americana

A conquista do Bauru Basket da Liga Sul-Americana, que garantiu o bicampeonato da competição (ganhou também em 2014), trouxe de volta a alegria do torcedor do Dragão de comemorar um título e teve um sabor ainda mais especial para dois integrantes da equipe. O ala Danilo Fuzaro, 28 anos, que obteve a sua primeira premiação individual na carreira, tornando se o melhor jogador (MVP) da competição.

Já Guerrinha, que comemora 25 anos como treinador, soma o seu terceiro troféu da Liga Sul-Americana, sendo dois pelo Bauru e um pelo Mogi. O tricampeonato pessoal do técnico, discípulo do multicampeão Hélio Rubens, o faz superar o seu "mestre" e o isola como o brasileiro que mais venceu a "Sula".

Fuzaro tem um motivo a mais para se lembrar de Bauru e do título da Sul-Americana: o troféu de MVP, pelo qual ele vem trabalhando há muito tempo e, finalmente, conquistou. O prêmio vai enfeitar a estante de casa.

Ao JC, ele que é o caçula de três irmãos, e único que virou profissional do basquete na família, revelou que escolheu a carreira graças ao incentivo do mais velho, Nilton Siqueira Neto, e do irmão do meio, Thiago Fuzaro Siqueira.

Seus primeiros arremessos foram aos 10 anos de idade, quando Nilton, na época com 16, trouxe a primeira bola laranja para casa. Ambos seguem carreiras fora das quadras. Nilton é engenheiro civil no Brasil e Thiago tem vida estabelecida já há alguns anos em Dublin, na Irlanda.

"Primeiramente, agradeço a Deus pela conquista coletiva com o time, para a cidade de Bauru. E o MVP vem para somar. Alegra-me muito o reconhecimento pelo meu trabalho. Venho de uma caminhada de 10 anos como profissional. E é muito difícil uma conquista como essa, individual, porque jogo ao lado de lendas do basquete, como Alex e o Larry", comentou.

CONFIANÇA PARA O NBB

Ainda segundo ele, a Sul-Americana teve um nível técnico muito alto, com todos os oito finalistas brigando pelo título. E o caneco traz uma confiança maior para a equipe no Novo Basquete Brasil 2022/23. Atualmente, o Dragão é o sexto colocado na tabela, com 14 pontos após seis rodadas. Dez a menos que o líder, favorito e atual campeão, Franca.

"Não somos favoritos no NBB, assim como não éramos também na Sula. Mas eu quero ser campeão novamente. Nossa equipe tem potencial, apesar de jogar junto há pouco tempo. Estamos nos conhecendo dentro de quadra e esse título mostra que o projeto está no caminho certo. Vamos lutar até o fim", acrescenta Fuzaro.

No Novo Basquete Brasil, o Bauru Basket volta à quadra na próxima terça-feira (13), às 20h, contra a Unifacisa, no ginásio Panela de Pressão.

SEM VAGA PARA CHAMPIONS

Desde 2018, a Liga Sul-Americana não fornece mais ao campeão a chancela para disputar a Champions, diferentemente da conquista na temporada de 2014 do Dragão. Na temporada seguinte (2015) o Bauru chegou até a disputa do Intercontinental contra o Real Madrid, da Espanha. Alex Garcia é o único jogador daquele elenco que faz parte do atual grupo bauruense.

GUERRINHA: 25 ANOS COMO TREINADOR

O técnico Guerrinha está comemorando, além do título, também seus 25 anos como treinador profissional de basquete. Para ele, esse seu tricampeonato de "Sula" é mais um motivo de alegria na carreira, mas também oferece oportunidade ao Bauru Basket de buscar avançar fora de quadra também, com novos investidores.

"Diferentemente de outros concorrentes, que têm mais estruturas físicas, como clubes associativos e de futebol, tudo o que é feito aqui é contabilizado na ponta do lápis. Os custos da nossa sede administrativa valeriam um jogador, por exemplo, o aluguel do ginásio também valeria um outro atleta. Só aí são dois custos que poderíamos ter mais jogadores", frisa o treinador.

Guerrinha cita que o mais importante mesmo, em seus 25 anos como técnico, é ter a maturidade de entender que a felicidade não é pelo currículo, mas, sim, pela equipe e pelos companheiros, bem como pela cidade de Bauru.

MESTRE E DISCÍPULO

Guerrinha destaca que cada uma de suas três conquistas foram especiais, diferentes. Mas fica acanhado quando o assunto é de ele ter mais troféus de Liga Sul-Americana do que Hélio Rubens, que possui dois.

"Nunca me comparo com outros treinadores, ainda mais com o Hélio, porque convivi com ele desde os meus oito anos de idade. Eu pegava bola para ele arremessar, quando era profissional. Mais tarde, joguei junto com ele e, depois, ele foi meu treinador. Hélio Rubens é um dos técnicos que têm mais títulos no Brasil, junto com o Mortari. São referências", finaliza Guerrinha.

CAMPANHA DO BICAMPEONATO

Bauru Basket 88 x 51 Regatas Corrientes (ARG)

Bauru Basket 55 x 63 Oberá (ARG)

Bauru Basket 81 x 71 Pichincha de Potosí (BOL)

Bauru Basket 62 x 84 Titanes de Barranquilla (COL)

Bauru Basket 68 x 64 Aguada (URU)

Bauru Basket 65 x 61 Boca Juniors (ARG)

Bauru Basket 85 x 62 Titanes de Barranquilla (COL)

Bauru Basket 66 x 57 San Martín de Corrientes (ARG)

Danilo Fuzaro posiciona o novo troféu na galeria do time
Danilo Fuzaro posiciona o novo troféu na galeria do time
Guerrinha com os troféus de 2014 e 2022
Guerrinha com os troféus de 2014 e 2022

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