O lenhador e a raposa

Por Hilário Nunes da Silva |
| Tempo de leitura: 1 min

Existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses, e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.

Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.

Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.

Os vizinhos do Lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e, portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome, comeria a criança.

O lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem.

A raposa era sua amiga e jamais faria isso.

Os vizinhos insistiam: - "Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho." - "Quando sentir fome, comerá seu filho!". Um dia o lenhador, muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça da raposa ...

Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço uma cobra morta ... O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos. Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre seu caminho e não se deixe influenciar, mas principalmente nunca tome decisões precipitadas.

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