Doar sangue, um gesto nobre

Por Alessio Canonice |
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Tivemos no último dia 25/11 a comemoração do Dia do Doador de Sangue. Assim é que várias entidades e grupos voluntários que fazem parte da comunidade brasileira, tudo indica que estiveram engajados na conscientização sobre a realização desse evento, considerado de extrema importância para salvar vidas através de um gesto sublime de amor ao próximo.

Campanhas e mais campanhas têm sido realizadas e que têm surtido efeitos positivos por parte dos doadores que não medem esforços pela nobreza com a qual se dispõem a comparecer periodicamente aos bancos de sangue dos hospitais e Casas de Misericórdias espalhadas por todo o país.

Ao longo desses últimos anos muitas vidas têm sido salvas com o advento dessas doações, envolvendo estudantes, trabalhadores, bombeiros e torcedores de futebol, entre outros grupos que se uniram a esse objetivo, visando, efetivamente, prestar uma iniciativa das mais louváveis em prol dos necessitados que se encontram enfermos nos hospitais do Brasil inteiro.

A doação, por sua vez, é um ato de solidariedade, capaz de salvar vidas e, dessa forma, uma única doação pode ajudar a ser útil a mais de uma pessoa e que pode gerar muitos sorrisos, não só ao necessitado como também aos familiares que lutam pela recuperação do seu ente querido.

Importante ressaltar nessa oportunidade o fato de que a Lei nº. 1075/1.950, que concede uma folga remunerada por ano a todo trabalhador que doar sangue, tornou-se um direito sagrado ao doador que efetuou a doação no mesmo dia, portanto, uma forma de incentivar as pessoas e garantir que a doação seja feita de forma segura para o trabalhador que se dedica a essa missão amparada pela causa nobre.

A data foi criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano de 2.004 e tem como objetivo sensibilizar e aumentar o número de doadores no mundo, conscientizando-os da importância da doação de sangue. Os conceitos de solidariedade e cidadania são presentes em todas as ações dos voluntários.

O Dia Mundial do doador de sangue é comemorado anualmente no dia 14 de junho, sendo que o objetivo dessa data é homenagear a todos os doadores de sangue e conscientizar os não-doadores sobre a necessidade imperiosa desse ato, que é responsável pela salvação de milhares de vidas.

Nos meses frios do ano os estoques de sangue sofrem uma redução considerável e que compromete o abastecimento nos atendimentos de urgência, emergência e cirurgias nos hospitais, além de prejudicar pacientes que dependem de transfusão de sangue. Afinal, não existe substituto para o sangue e ele é indispensável para a vida.

Com a campanha "somos todos do mesmo sangue" como forma de um país que homenageia a última semana de novembro com o objetivo de saudar o Dia Nacional do Doador de Sangue, é celebrado no dia 25 de novembro. A ação que começou no dia 23 e vai até o dia 28 é inédita e visa destacar a importância desse gesto, sobretudo durante a pandemia, onde houve a queda de até 50% no número de doações em algumas regiões do Brasil.

A doação de sangue só é possível com a disponibilidade de pessoas que queiram ajudar outras. Por isso, é preciso contar com a solidariedade da população para manter em níveis adequados os estoques de acordo com as instruções médicas que determinam esse expediente com toda a eficácia.

É importante observar os impedimentos temporários para a doação antes de se deslocar até o local da doação de sangue. Segundo o Hemocentro da Unicamp, cerca de 30% dos candidatos à doação não conseguem efetivá-la por inaptidão clínica, ou seja, por estarem utilizando algum tipo de medicamento por doenças crônicas não controladas, comportamento de risco ou ainda pequenos quadros febris motivados por gripes, vacinas e outros.

Um suprimento adequado de sangue só pode ser garantido através de doações regulares e voluntárias. Por isso, a Assembléia Mundial da Saúde, em 2005, designou um dia especial para agradecer aos doadores e incentivar mais pessoas a doar sangue livremente. A data de 14 de junho foi instituída em homenagem ao nascimento de Karl Lansdsteiner, austríaco que descobriu as várias diferenças entre os tipos sanguíneos.

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