REGIONAL

Garça recebe registro que a reconhece como polo produtor de café no Estado

Por Marcele Tonelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Prefeitura de Garça/Divulgação
Garça tem vasta produção cafeeira e exporta café desde 1963
Garça tem vasta produção cafeeira e exporta café desde 1963

Garça - O município de Garça (70 quilômetros de Bauru) conseguiu um feito histórico nesta semana que ratifica a cidade como referência na produção de café não só na região, mas em todo o Estado. Composta por outros 15 municípios, a "Região de Garça" obteve o registo de Indicação Geográfica (IG) pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

O que significa que, a partir de agora, a produção cafeeira das cidades que integram o IG passarão a ter o selo de Indicação de Procedência (IP), que reconhece a qualidade diferenciada do café produzido, de acordo com características específicas do solo, do clima, da geografia e de outros fatores que influenciam no sabor. Com isso, a Região de Garça passou a ser oficialmente reconhecida como um dos maiores polos produtores de café no Estado de São Paulo, voltado tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Compõem a região de Garça os municípios de Álvaro de Carvalho, Alvinlândia, Cafelândia, Duartina, Fernão, Gália, Garça, Guarantã, Júlio Mesquita, Lucianópolis, Lupércio, Marília, Ocauçu, Pirajuí e Vera Cruz.

PRÓXIMO PASSO

A concessão do IG consta na edição de 22 de novembro da Revista da Propriedade Industrial número 2707.

O pedido de registro IG foi feito pelo Conselho do Café da Região de Garça (ConGarça) em 28 de outubro de 2020. Desde então, vários documentos foram solicitados pelo INPI como forma de atestar também a notoriedade da produção daquela região.

Tamis Lustri, atual presidente do conselho, destaca que a missão do ConGarça, diante do registro, será a "de capacitar os produtores da região e também verificar se eles estão aptos a utilizarem o selo com a IP".

Secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Garça, Maria Thereza Ricci Sartori ressalta a importância da conquista e já projeta novas ações. "Estamos muito felizes com este primeiro passo, que é um reconhecimento, uma valorização ao café produzido em nossa região. Nossa próxima ação será a solicitação da DO (Denominação de origem)", afirma a secretária.

COFFEA ARABICA

A espécie de café reconhecida foi a "Coffea arabica", chamada de arábica, nas condições em grãos verdes (café cru), em grãos torrados e em grãos torrados e moídos.

A publicação da revista destaca a "Região de Garça" como um dos maiores polos produtores de café do Estado e que a história do seu desenvolvimento está intimamente relacionada à cafeicultura, praticada por mais de 400 famílias só dessa região.

São municípios que compartilham histórias, tradição e cultura no mercado de café, além de aspectos geográficos, uma vez que estão inseridos em área ocupada pelo Planalto de Marília e pela Serra dos Agudos, com áreas acima dos 600 metros de altura e com temperaturas entre 17,8ºC e 28,5ºC.

"Os cafés que são produzidos na área delimitada da IP abastecem o mercado interno, fazendo parte da composição de várias marcas e blends, e também são exportados para mais de 20 países ao redor do planeta. Dessa forma, pode-se afirmar que a região possui papel estratégico na exportação paulista de café, tendo alcançado, em 2009, seu recorde histórico de exportação", observa a publicação, elencando ainda que a realização do Concurso de Cafés Especiais da Região de Garça, desde 2018, tem fomentado e contribuído para visibilidade daquela região no mercado.

107 IGs no País todo

A IG de Garça é a 107ª registrada pelo Inpi e se junta a outras já reconhecidas, como no Sul da Bahia, Região do Serrado Mineiro, Oeste da Bahia, Linhares, Mantiqueira de Minas, Norte Pioneiro do Paraná, Região das Matas de Minas, Alta Mogiana, Montanhas do Espírito Santo, Região do Cerrado Mineiro, Espírito Santo, Matas de Rondônia e Região do Pinhal.

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