ELEIÇÃO

Eleição na Câmara: com situação à frente, oposição busca consenso

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
A eleição para presidente da Câmara acontece em 15 de dezembro
A eleição para presidente da Câmara acontece em 15 de dezembro

O vereador Júnior Rodrigues (PSD), líder da prefeita na Câmara, está à frente na disputa por votos para a Presidência da Câmara a duas semanas da eleição que definirá o dirigente do Legislativo para os próximos dois anos.

Seu nome, porém, está longe de ser aceito entre os vereadores da oposição, que entendem a presidência sob Júnior como uma "extensão" do Poder Executivo na Casa. A eleição para presidente da Câmara acontece em 15 de dezembro.

Parlamentares ouvidos reservadamente pelo JC avaliam que desafetos do governo Suéllen Rosim (PSC) no Poder Legislativo, ou mesmo aqueles mais alinhados ao centro, têm mais candidatos do que realmente deveriam.

A situação, enquanto isso, apoiará o nome que receber aval do governo - razão pela qual vive uma situação mais confortável. Há um entendimento de que a falta de uma liderança declarada e aglutinadora na oposição prejudica a articulação do grupo.

Outros dizem, em contrapartida, que a oposição articula em silêncio e em conversas mais discretas. Um integrante do grupo contrário ao governo - ou "independente", como se autodenominam estes parlamentares - afirmou ao JC que a oposição está com o olhar atento à disputa e que a eleição de Júnior pode não se consolidar ao final da eleição.

Já declararam interesse em entrar no pleito, por exemplo, os vereadores Pastor Bira (Podemos) e Guilherme Berriel (MDB). Entre os demais, há quem converse sobre o tema, há quem caminhe pelas beiradas e há aqueles que já entraram de cabeça na busca por votos.

De fato, o único candidato mais definido à Presidência no Legislativo é o vereador Júnior Rodrigues. É o que afirmaram três vereadores ao JC. O líder da prefeita, segundo relatos, já contabiliza sete votos ao mais alto cargo da Câmara.

O líder demonstra força por sua articulação e influência com relação ao governo, mas é justamente esse laço estreito entre um Poder e outro que parte dos vereadores não quer.

Desde o início da semana, por exemplo, o vereador Júnior Lokadora (PP) tenta organizar uma reunião com colegas da oposição para que o grupo entre em consenso para apoiar um único nome. Até agora, segundo apurou o JC, o encontro não saiu do papel.

Nada significa, porém, que a disputa não vá ter um fator surpresa. O JC apurou que o MDB pode manter Guilherme Berriel como candidato até os "45 minutos do segundo tempo" mas lançar, na sequência, o vereador Mané Losila como uma alternativa para dirigir a Casa de Leis.

Losila está em licença não remunerada, mas volta justamente na semana em que acontece a votação para presidente. Uma ala dos vereadores classifica o perfil do parlamentar como "republicano" e elogia, por exemplo, o bom trânsito que Mané tem tanto com a oposição como com a situação.

BIÊNIO PODEROSO

À diferença dos primeiros dois anos do governo Suéllen Rosim (PSC), a Presidência da Câmara para o próximo biênio é mais cobiçada. A começar pelo controle da pauta, uma prerrogativa do presidente, mas também pelo fato de que os próximos dois anos vão ditar, entre outras coisas, assuntos como a sucessão municipal.

Outros importantes assuntos também estarão na mão do próximo dirigente da Casa. A Lei de Uso e Ocupação do Solo é uma delas - mas também há temas como o Plano Diretor, o próprio Orçamento anual e outras votações dos chamados "projetos estruturantes".

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