RACISMO

Unesp de Botucatu apura racismo durante um trote universitário

Por Marcele Tonelli | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Nota oficial emitida pela Unesp nas redes sociais (veja também a nota ampliada no final)
Nota oficial emitida pela Unesp nas redes sociais (veja também a nota ampliada no final)

Botucatu - A Unesp de Botucatu, por meio do Instituto de Biociências (IBB), divulgou uma nota em sua rede social, nos últimos dias, informando que apura suposto caso de racismo que teria ocorrido durante um trote universitário realizado em uma república, no dia 25 de novembro.

Na ocasião, os calouros participavam de uma gincana e teriam sido obrigados a pintarem os rostos, sendo que uma das cores usadas foi a preta. As fotos circularam nas redes sociais e geraram indignação por remeter ao "blackface", prática do século 19 que consistia na pintura teatral da pele com tinta escura para representar personagens afro de forma exagerada, atrelando à ridicularização.

Em nota, além de manifestar repúdio às eventuais ações, o IBB informou que já está em posse de imagens e outros documentos do ocorrido.

"Essa comissão de apuração, além de averiguar os fatos e dar o direito do contraditório a todos os envolvidos, deve enviar às comunidades universitárias as devidas punições se for o caso. Igualmente, essa comissão vai nos ajudar a definir os elementos legais que permitem proceder com denúncias junto às autoridades policiais no momento oportuno", cita a nota, reforçando que o trote é proibido por lei dentro e fora do câmpus.

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